O primeiro sinal do Conclave foi dado na tarde desta quarta-feira (7), quando a fumaça preta subiu da chaminé da Capela Sistina, no Vaticano, indicando que os 133 cardeais eleitores ainda não chegaram a um consenso sobre quem será o próximo Papa. O ritual, cheio de simbolismos e tradição, marca a continuidade das votações que, segundo a história recente, raramente chegam a um nome já na primeira rodada.
A fumaça preta é o resultado da queima dos votos dos cardeais e simboliza que nenhum dos nomes propostos até agora conseguiu alcançar os dois terços necessários, ou seja, ao menos 89 votos. Trata-se de um desfecho esperado para a primeira sessão, que tradicionalmente tem caráter mais simbólico e serve como termômetro para os dias seguintes.
Antes da votação, o Conclave teve início com a Missa Pro Eligendo Romano Pontifice, presidida pelo cardeal decano, e seguiu com o juramento de sigilo absoluto dentro da Capela Sistina. Com o Extra omnes, momento em que os não-eleitores deixam o local, as portas foram fechadas, iniciando oficialmente a eleição do 267º Papa da Igreja Católica.
A primeira votação, realizada ainda nesta tarde, foi marcada por votos de cortesia e demonstrações de respeito entre os cardeais, como costuma acontecer nessa fase inicial. Os nomes que receberam apoio relevante já passam a ser observados com atenção, mas ainda não há favoritos claros, apesar das apostas.
A expectativa agora é que o Conclave prossiga nos próximos dias, com até quatro votações diárias. Caso a eleição não ocorra até o terceiro dia, o regulamento prevê uma pausa de 24 horas para oração e reflexão. O mundo segue atento aos sinais que surgirão da chaminé da Capela Sistina, aguardando o momento em que a fumaça branca anunciará o novo líder da Igreja Católica.