Política

Câmara aprova projeto que prevê maioria de mulheres no júri em julgamentos de feminicídio

Proposta estabelece participação mínima de quatro mulheres entre os sete jurados responsáveis por julgar casos de feminicídio; texto ainda precisa avançar no Congresso

Escrito por Redação
7 de novembro de 2026
Deputada Carol Dartora relatou projeto que prevê maioria feminina nos júris de casos de feminicídio - Foto: Reprodução

A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 758/2026, que estabelece a participação obrigatória de pelo menos quatro mulheres entre os sete integrantes do Conselho de Sentença nos julgamentos de feminicídio. A proposta busca ampliar a representatividade feminina nas decisões do Tribunal do Júri e ainda precisa passar por outras etapas de análise antes de se tornar lei.

De autoria da deputada federal Dandara (PT-MG), o projeto foi aprovado por recomendação da relatora, deputada Carol Dartora (PT-PR). O texto propõe uma alteração no Código de Processo Penal (CPP), garantindo maioria feminina no grupo de jurados responsável por decidir sobre a responsabilidade criminal dos acusados de feminicídio.

Segundo a relatora, a composição dos júris deve considerar as particularidades dos crimes praticados contra mulheres. Carol Dartora defendeu que a presença majoritária feminina pode contribuir para uma análise mais sensível às circunstâncias da violência de gênero, sem comprometer a imparcialidade dos julgamentos.

A autora da proposta também argumenta que o feminicídio está frequentemente associado a contextos de desigualdade e violência contra a mulher. Para Dandara, a participação mínima de juradas busca promover maior equilíbrio e representatividade nas decisões judiciais, sem excluir os homens da composição do Conselho de Sentença.

O projeto seguirá para análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ), em caráter conclusivo. Para entrar em vigor, a proposta ainda precisa concluir a tramitação na Câmara dos Deputados e ser aprovada pelo Senado Federal. Até lá, permanecem válidas as regras atuais de composição do Tribunal do Júri.

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