Política

Lula anuncia criação do Ministério da Segurança Pública para reforçar combate ao crime organizado

Nova pasta será criada por medida provisória após aprovação da PEC da Segurança Pública no Senado e terá foco no enfrentamento às facções criminosas e milícias

Escrito por Redação
6 de novembro de 2026
Presidente Lula anuncia criação do Ministério da Segurança Pública para ampliar o combate ao crime organizado no Brasil - Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou, nesta quinta-feira (5/11), que o Governo Federal vai criar o Ministério da Segurança Pública por meio de uma medida provisória (MP). A iniciativa, que integra as promessas de campanha do presidente, pretende ampliar a atuação da União no combate ao crime organizado, com maior integração entre as forças de segurança federais, estaduais e municipais.

O anúncio ocorreu durante uma transmissão ao vivo com o deputado federal André Janones (Rede-MG), após a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública pelo Senado, na terça-feira (3). A proposta recebeu 73 votos favoráveis no primeiro turno e 75 no segundo, sem votos contrários. O texto, que já havia sido aprovado pela Câmara dos Deputados, aguarda promulgação pelo Congresso Nacional.

Durante a transmissão, Lula informou que o governo iniciaria, nesta sexta-feira (6), as discussões sobre a estrutura e o orçamento da nova pasta. A reunião deverá envolver representantes da Casa Civil, do Ministério da Justiça e da área econômica. A medida provisória terá força de lei desde sua publicação, mas precisará ser analisada pelo Congresso Nacional para continuar em vigor.

O novo ministério terá como prioridades o fortalecimento da inteligência policial, o enfrentamento ao tráfico de drogas e armas, o combate à lavagem de dinheiro e a repressão às atividades de facções criminosas e milícias. A proposta também busca ampliar a cooperação entre União, estados e municípios, com ações coordenadas para enfrentar organizações criminosas em diferentes regiões do país.

A criação da pasta complementa as mudanças previstas na PEC da Segurança Pública, que estabelece mecanismos de integração entre as forças policiais, endurece regras para integrantes de organizações criminosas e fortalece o financiamento das políticas de segurança.

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