A Justiça do Amazonas recebeu a denúncia contra o vereador Dione Carvalho (Agir), a esposa dele, Lorena Fernandes Leão, e outras dez pessoas investigadas por um suposto esquema de rachadinha na Câmara Municipal de Manaus (CMM). Com a decisão, os 12 denunciados passaram à condição de réus e deverão responder às acusações no processo criminal.
A investigação apura possíveis irregularidades envolvendo salários de assessores parlamentares entre as suspeitas de desvio de dinheiro público e a nomeação de funcionários que, conforme a acusação, não exerciam as atividades previstas nos cargos.
O caso envolve fatos registrados em 2021 e é investigado pelo Ministério Público do Amazonas (MPAM). Um dos episódios descritos no processo envolve um ex-assessor nomeado em janeiro daquele ano, com remuneração mensal de R$ 2.458,44.
Segundo o relato apresentado ao Ministério Público, ele teria sido orientado a ficar com R$ 300 do salário e devolver o restante em dinheiro ou depositá-lo na conta de outra pessoa ligada ao gabinete. A acusação afirma que o servidor foi exonerado no fim do mesmo mês.
Outro ponto investigado é a nomeação de assessores que teriam permanecido nos cargos por apenas um mês. De acordo com as informações divulgadas sobre a denúncia, o Ministério Público identificou ausência de registros de frequência de servidores que receberam remuneração, o que levantou suspeitas sobre o efetivo exercício das funções.
A apuração reúne elementos como mensagens trocadas por aplicativos, comprovantes de movimentações financeiras e registros relacionados à suposta entrega de valores. As acusações incluem suspeitas de peculato e associação criminosa.
Com o avanço da ação penal, os acusados devem apresentar suas defesas e poderão contestar as provas reunidas pela acusação.
