Professores aprovados no concurso da Secretaria Municipal de Educação (Semed) realizaram um protesto em frente à Prefeitura de Manaus, nesta sexta-feira (23/10), para cobrar novas convocações e questionar a renovação de contratos temporários. Os manifestantes afirmam que candidatos aguardam nomeação desde a divulgação do resultado final do certame, em fevereiro de 2026.
O concurso ofereceu inicialmente 1,5 mil vagas, sendo mil imediatas e 500 para cadastro de reserva. Desde então, a Prefeitura realizou quatro chamadas, totalizando 1.576 convocados, conforme os dados levantados: mil na primeira convocação, 325 na segunda, uma por decisão judicial e outras 250 em julho.
Em entrevista ao Diário da Capital, a professora Sônia Menezes criticou o ritmo das convocações, que classificou como “a conta-gotas”, e questionou a manutenção de contratos temporários. Segundo ela, os aprovados solicitaram a relação dos profissionais contratados, mas não obtiveram resposta. A justificativa apresentada pela Prefeitura e pela Semed para as renovações, conforme relatou, seria a substituição de servidores afastados por motivos de saúde.
A pedagoga Natália Rosa afirmou que o movimento não pretende retirar profissionais de seus postos, mas reivindicar vagas que os aprovados consideram de direito. Ela alegou a existência de aproximadamente 3 mil contratos temporários na Semed e cobrou esclarecimentos sobre essas contratações. Segundo Natália, o secretário municipal de Educação, Arone Bentes, teria prometido apurar a situação, mas não apresentou retorno. “Isso não é justo, prefeito. Olhe pra nós”, apelou, dirigindo-se ao prefeito Renato Júnior.
Os manifestantes também criticaram o veto ao Projeto de Lei nº 533/2026, relacionado às diretrizes para convocação de candidatos do cadastro de reserva. O Diário da Capital procurou a Prefeitura de Manaus para obter esclarecimentos sobre novas nomeações, contratos temporários ativos e critérios de renovação, mas não recebeu resposta até a publicação desta matéria.
