Amazônia

Amazônia registra menor desmatamento em 41 anos; Amazonas mantém 94,6% da vegetação nativa

Levantamento do MapBiomas aponta redução da área desmatada em 2025, mas revela perda de 54,7 milhões de hectares de vegetação nativa desde 1985

Escrito por Redação
17 de outubro de 2026
Amazônia registra menor desmatamento desde 1985, mas acumula perda de 54,7 milhões de hectares de vegetação nativa - Foto: Reprodução/ TV Brasil

A Amazônia registrou 693 mil hectares de desmatamento em 2025, o menor volume desde o início da série histórica, em 1985. Os dados são do MapBiomas, que analisou as transformações na cobertura vegetal e no uso da terra no Brasil ao longo de 41 anos. Do total desmatado no último ano, 639 mil hectares correspondiam à vegetação nativa ainda não alterada, enquanto 54 mil hectares eram de áreas em recuperação.

Apesar da redução recente, o bioma perdeu 54,7 milhões de hectares de vegetação nativa entre 1985 e 2025. No mesmo período, a área destinada à agropecuária cresceu 440%, impulsionada principalmente pela expansão das pastagens, identificadas como o primeiro uso da terra em 77% das áreas desmatadas. Atualmente, essa atividade ocupa 37,7 milhões de hectares.

A agricultura também avançou significativamente na região. A área cultivada passou de 161 mil hectares, em 1985, para 8,6 milhões em 2025. Somente o cultivo de soja saltou de 1,4 mil para 7 milhões de hectares no período, evidenciando a transformação do uso do solo amazônico.

No Amazonas, 94,6% da área inserida no bioma permanece coberta por vegetação nativa, o segundo maior percentual entre os estados analisados, atrás apenas do Amapá, com 95,5%. Roraima aparece na sequência, com 92,3%, seguido pelo Acre, com 84,2%. Os menores índices foram registrados no Tocantins (24,6%), Maranhão (49,8%), Rondônia (59,1%) e Mato Grosso (61,7%).

O levantamento também chama atenção para o avanço da mineração: 47% da área total ocupada pela atividade foi aberta nos últimos dez anos. Os dados mostram que, embora o desmatamento tenha atingido o menor patamar da série histórica, a pressão das atividades econômicas sobre a vegetação nativa permanece como um desafio para a conservação da Amazônia.

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