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Além das passarelas: modelo revela desafios e oportunidades da moda no Amazonas

Com seis anos de carreira, Junior Oliveira conta como entrou por acaso na profissão e destaca o crescimento da moda autoral e da identidade amazônica

Escrito por Redação
11 de outubro de 2026
Junior Oliveira integra uma geração de profissionais que dá visibilidade à moda autoral produzida no Amazonas — Foto: Divulgação

Por trás das luzes, fotografias e passarelas, a carreira de modelo exige disciplina, preparação e capacidade de traduzir conceitos por meio da imagem e do corpo. No Amazonas, a profissão acompanha o avanço da economia criativa e a abertura de novos espaços para estilistas, marcas autorais e profissionais que ajudam a construir uma identidade própria para a moda produzida na região.

Junior Oliveira, de 28 anos, é um dos profissionais inseridos nesse cenário. Radicado em Manaus desde 2007, ele iniciou a carreira em 2020, durante a pandemia, após perder o emprego e encontrar nas redes sociais o anúncio de um curso para modelos. Menos de dois meses depois, foi aprovado em um casting para a Vogue Brasil. “Caí no mundo da moda de paraquedas. Fui demitido na pandemia, vi uma agência publicar um curso de modelo e pensei: ‘Por que não?’. Depois disso, nunca mais parei”, relembra.

Nos seis anos seguintes, Junior participou de desfiles e campanhas de marcas regionais, nacionais e internacionais, além de trabalhar com profissionais como Paulo Borges, fundador da São Paulo Fashion Week, e o stylist Paulo Martinez. A experiência, segundo ele, mostrou que a profissão vai muito além de caminhar pela passarela ou posar diante das câmeras: envolve ensaios, cuidados pessoais, preparação e interpretação da proposta apresentada por cada trabalho.

Nesse movimento, Junior também destaca o espaço conquistado pela moda indígena, marcada por peças que incorporam histórias, técnicas ancestrais e conceitos de sustentabilidade. Para o modelo, vestir essas criações significa também contribuir para ampliar a visibilidade da produção e da identidade cultural amazônica.

A realização de diferentes eventos de moda no Amazonas, segundo Junior, amplia as oportunidades para modelos e criadores, permitindo que propostas regionais alcancem novos públicos. Entre o glamour e a rotina exigente dos bastidores, a profissão se torna também uma das vitrines para uma moda que busca transformar referências amazônicas em identidade, trabalho e expressão cultural.

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