Amazônia

FAS apresenta 11 propostas para colocar demandas da Amazônia nos programas de governo

Agenda para 2027–2030 reúne medidas sobre água potável, energia limpa, internet, geração de renda, saúde e adaptação climática em comunidades e aldeias

Escrito por Redação
2 de outubro de 2026
Agenda reúne 11 propostas para transformar demandas de comunidades e aldeias amazônicas em políticas públicas - Foto: Divulgação

Água potável durante as secas, energia para conservar alimentos, internet para ampliar o acesso à saúde e à educação e oportunidades para comercializar a produção local. Demandas que fazem parte da rotina de comunidades e aldeias estão no centro da publicação “Amazônia que prospera: propostas de políticas públicas para a Amazônia Profunda”, lançada pela Fundação Amazônia Sustentável (FAS) com 11 recomendações para o ciclo 2027–2030.

De caráter técnico e apartidário, o documento é direcionado a candidaturas aos poderes Executivo e Legislativo, equipes responsáveis pela elaboração de programas de governo e futuros gestores. As propostas estão divididas em quatro eixos: floresta, clima e resiliência; sociobioeconomia; infraestrutura e serviços essenciais; e governança. Entre as medidas estão sistemas descentralizados de abastecimento de água, expansão da energia limpa e da conectividade e investimentos para enfrentar secas, cheias e incêndios.

Na geração de renda, a agenda propõe ampliar as compras públicas de produtos da agricultura familiar e da sociobiodiversidade para escolas, hospitais e outras instituições. Também recomenda investimentos em armazenamento, refrigeração e beneficiamento da produção dentro das próprias comunidades, além de crédito e capacitação voltados especialmente a negócios liderados por mulheres e jovens.

Outro eixo trata da preparação para eventos climáticos extremos e da valorização das populações que contribuem para conservar a floresta. A FAS propõe ampliar mecanismos de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), incorporar ações de adaptação climática aos orçamentos públicos e estabelecer regras transparentes para que recursos do mercado de carbono e do financiamento climático também beneficiem as comunidades locais.

A publicação ainda defende o fortalecimento das organizações comunitárias e da capacidade técnica de estados e municípios para executar políticas públicas. A proposta central é integrar conservação ambiental, geração de renda e acesso a direitos básicos, adaptando os investimentos públicos às particularidades geográficas e sociais da chamada Amazônia Profunda.

Matérias relacionadas