A capital amazonense tem enfrentado um dos períodos mais quentes do ano, com termômetros passando dos 37°C em setembro, dentro do chamado “verão amazônico”, período de agosto a outubro caracterizado pela estiagem e pelas temperaturas mais altas da região. Nesse cenário, dermatologistas reforçam que quem tem tatuagem, ou pretende fazer uma, precisa redobrar os cuidados com a pele.
De acordo com especialistas, a exposição solar é um dos fatores que mais compromete o pigmento de uma tatuagem ao longo do tempo. Com a incidência intensa mesmo em dias de céu parcialmente nublado, a recomendação é aplicar protetor com FPS 30 ou mais nas áreas tatuadas e reforçar a aplicação a cada poucas horas em dias de calor mais forte, já que o suor reduz a eficácia do produto.
O calor elevado também afeta diretamente a hidratação da pele. Segundo dermatologistas, ele deixa a pele mais desidratada e propensa a descamar, o que compromete o aspecto da tatuagem. Por isso, o uso de hidratantes com pantenol, ácido hialurônico, vitamina E e glicerina vegetal é recomendado para manter a região bem cuidada.
Para tatuagens feitas recentemente, o cuidado deve ser ainda maior. Especialistas orientam que, em desenhos com até 30 dias, é preciso evitar banhos de imersão, seja em rios, igarapés ou piscinas, já que isso pode prejudicar o processo de cicatrização.
Uma tatuagem recém-feita é, na prática, uma ferida aberta. Tatuadores recomendam evitar mar, rios e saunas durante esse período, já que ambientes com grande concentração de bactérias podem causar infecções.
Dicas para curtir o calor amazônico sem prejudicar a tatuagem:
- Use protetor solar específico para peles tatuadas;
- Reaplique o protetor a cada poucas horas em dias de calor intenso;
- Hidrate a pele com produtos indicados por dermatologistas;
- Evite exposição direta ao sol nas primeiras semanas após o procedimento;
- Não mergulhe em rios, igarapés, piscinas ou banheiras enquanto a tatuagem cicatriza;
- Prefira roupas leves e com proteção UV nos dias de sol forte;
- Procure um dermatologista em caso de vermelhidão persistente, coceira intensa ou sinais de infecção.
