Política

Justiça nega pedido de David Reis que queria retirar matéria do Diário da Capital sobre ‘Caso Bual’

Publicada em 15 de setembro, a matéria questionou o pagamento de cerca de R$ 130 mil ao parlamentar entre março e julho

Escrito por Hillary Cruz
23 de setembro de 2026
Caso Bual: David Reis recorre à Justiça contra reportagem do Diário da Capital - Foto (IA): Diário da Capital

O presidente da Câmara Municipal de Manaus (CMM) e candidato a deputado estadual, David Reis (Avante), recorreu à Justiça Eleitoral para tentar retirar do ar uma reportagem do Diário da Capital sobre o vereador Rosinaldo Bual. Publicada em 15 de setembro, a matéria questionou o pagamento de cerca de R$ 130 mil ao parlamentar entre março e julho, período em que foram registradas 50 faltas não justificadas. O pedido foi indeferido pela justiça.

O conteúdo também levantou questionamentos sobre a condução do caso pela CMM, responsável pela administração da folha de pagamento dos vereadores. Na ação, David Reis classificou a publicação como “falsa, caluniosa e difamatória”. Segundo ele, a reportagem teria sugerido que o presidente da Câmara utilizou o cargo para proteger Bual e permitir pagamentos que considera irregulares.

O que diz a reportagem

A publicação foi baseada em dados públicos e documentos relacionados ao caso. Entre as informações apresentadas, está a manifestação do Comitê Amazonas de Combate à Corrupção (CACC), que pediu a apuração dos pagamentos e o encaminhamento do caso aos órgãos de controle.

A reportagem não atribuiu a David Reis a determinação dos pagamentos nem afirmou que o presidente da CMM tenha cometido irregularidade. O texto registrou que os dados disponíveis não comprovavam uma atuação pessoal de Reis para beneficiar Bual e que eventuais irregularidades dependeriam de investigação.

A expressão “possível blindagem política” foi utilizada como questionamento diante dos fatos apresentados, sem tratar a hipótese como uma conclusão.

A reportagem também apresentou o contexto judicial envolvendo Bual. O vereador estava impedido de frequentar presencialmente a Câmara por determinação judicial, e o Superior Tribunal de Justiça havia mantido medidas cautelares contra ele. O caso levou o CACC a pedir que os pagamentos fossem analisados pelos órgãos de controle para verificar se os valores foram pagos de acordo com as regras e se houve alguma irregularidade.

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