O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) reagiu, nesta sexta-feira (11/9), em Manaus, à investigação da Polícia Federal sobre o financiamento de Dark Horse, filme que retrata a trajetória de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Flávio negou ter recebido recursos relacionados à produção e defendeu “transparência total” na apuração, que tramita sob sigilo.
“Eles vão tentar fazer de tudo para desestabilizar, para inventar coisas que não têm. Então, para mim, a melhor coisa que pode acontecer é a transparência total nesse assunto”, afirmou. Segundo o senador, o financiamento ocorreu por meio de patrocínio privado e não houve irregularidade. “Eu quero transparência em tudo, porque vamos só confirmar o que eu sempre falei, que não tem nada de errado com relação ao filme”.
A investigação foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), e busca esclarecer um suposto repasse de R$ 61 milhões para a produção. O dinheiro teria sido disponibilizado pelo empresário Daniel Vorcaro, ligado ao antigo Banco Master, e uma das suspeitas sob apuração é de que a liberação tenha ocorrido a pedido de Flávio. O senador contesta essa versão e sustenta não ter sido beneficiário dos valores.
O caso ganhou repercussão após a divulgação de áudios atribuídos a conversas entre Flávio e Vorcaro sobre recursos para Dark Horse. O irmão do senador, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, também aparece na apuração como possível beneficiário de parte dos recursos. Entre os crimes investigados estão suspeitas de evasão de divisas e corrupção. A inclusão dos investigados, porém, não significa comprovação de participação nos delitos, e as responsabilidades ainda estão sendo apuradas.
O inquérito está relacionado a desdobramentos da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de fraudes financeiras e corrupção envolvendo Vorcaro e seu grupo. Embora parte dos documentos judiciais tenha se tornado pública, a investigação específica sobre o financiamento do filme permanece sob sigilo.
