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Serafim Corrêa questiona gastos da Prefeitura com subsídio do transporte coletivo

Vice-governador afirma que Prefeitura gasta até R$ 50 milhões por mês com o sistema e alerta para risco de estrangulamento das contas municipais

Escrito por Danilo Castro
1 de setembro de 2026
Serafim Corrêa defende revisão do subsídio do transporte coletivo em Manaus - Foto: Reprodução

O vice-governador do Amazonas e candidato à reeleição, Serafim Corrêa (PSB), defendeu nesta segunda-feira (31/8) uma revisão do modelo de subsídio do transporte coletivo de Manaus. Durante entrevista ao programa Ponto Final, ele afirmou que a Prefeitura gasta entre R$ 40 milhões e R$ 50 milhões por mês para manter o sistema.

“O subsídio é muito perigoso”, declarou Serafim. Segundo ele, o gasto chega a cerca de R$ 600 milhões por ano e, somado ao serviço da dívida municipal, pode comprometer as contas da cidade.

“Isso vai gerar cada vez mais despesas para o município e vai chegar a um ponto de estrangulamento”, afirmou.

Serafim também defendeu que o transporte coletivo continue sob responsabilidade da Prefeitura. “Isso é da competência do município e, como tal, deve ficar no município”, disse.

Como alternativa ao atual modelo do passe livre estudantil, o vice-governador sugeriu que estudantes que moram a mais de mil metros da escola recebam diretamente o valor das passagens.

“O pai vai receber no final do mês o valor da sua passagem na sua conta e ele compra”, explicou.

Zona Franca de Manaus

Serafim também rebateu críticas à Zona Franca de Manaus e defendeu a importância do modelo para a economia regional.

“A Zona Franca é um modelo substituidor de importações”, afirmou.

Segundo ele, o Amazonas importou US$ 16 bilhões e vendeu US$ 40 bilhões ao mercado brasileiro no ano passado.

Cidade Universitária da UEA

Sobre a Cidade Universitária da UEA, em Iranduba, Serafim demonstrou cautela com a proposta de retomada do projeto.

“A cidade universitária foi uma decisão que contrariou todo o conceito para o qual foi criada a UEA”, afirmou.

Para ele, a universidade deve priorizar a presença no interior. Apesar das críticas, defendeu que a estrutura já construída tenha uma destinação.

“Aquela obra lá precisa ser resgatada e depois de resgatada ver que destinação vai dar”, declarou.

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