Saúde

Criança que ‘vive gripada’ nem sempre tem baixa imunidade; saiba quando investigar

Exposição maior a vírus na escola é comum na infância, mas infecções graves, persistentes ou recorrentes podem exigir avaliação médica

Escrito por Redação
7 de setembro de 2026
Resfriados frequentes são comuns na infância, principalmente após o início da vida escolar - Foto: Reprodução

Nariz escorrendo, tosse, febre e consultas frequentes ao pediatra fazem parte da rotina de muitas famílias com crianças pequenas. Embora a sequência de resfriados possa preocupar os pais, adoecer várias vezes nem sempre significa baixa imunidade. Nos primeiros anos de vida, o sistema imunológico ainda está em desenvolvimento e a exposição a diferentes vírus aumenta principalmente após o ingresso em creches e escolas.

Segundo a pediatra Gorete Garcia, mais importante do que contar quantas vezes a criança fica doente é observar a intensidade das infecções, a resposta ao tratamento, a recuperação entre os episódios e o crescimento.

“É muito comum os pais chegarem ao consultório preocupados porque a criança parece estar sempre resfriada. Muitas vezes, o que acontece é uma sequência de infecções virais diferentes”, explica.

O sinal de alerta aparece quando os quadros são graves, persistentes ou fogem do padrão esperado. Pneumonias recorrentes, internações frequentes, necessidade prolongada de antibióticos, infecções incomuns, dificuldade para ganhar peso e histórico familiar de imunodeficiência estão entre as situações que podem justificar uma investigação mais detalhada. Em crianças que apresentam apenas resfriados comuns, crescem adequadamente e se recuperam bem, exames imunológicos extensos geralmente não são necessários.

Também não existe alimento ou suplemento capaz de “blindar” a criança contra doenças. Uma alimentação variada e equilibrada, sono adequado, atividade física compatível com a idade, vacinação em dia e hábitos de higiene são importantes para a saúde infantil. Vitaminas e suplementos devem ser utilizados somente quando houver indicação profissional.

A orientação é manter o acompanhamento regular com o pediatra e observar o quadro como um todo. A frequência das viroses, isoladamente, não define um problema de imunidade. O que realmente importa é como a criança adoece, como responde ao tratamento e como se desenvolve entre uma infecção e outra.

Matérias relacionadas