Representantes dos Pontos e Pontões de Cultura do Amazonas realizaram, nesta terça-feira (25/8), uma nova manifestação em frente à Prefeitura de Manaus. O movimento cobra respostas da administração municipal sobre a condução do Edital nº 015/2026, voltado à seleção e premiação de Pontos de Cultura.
Os Pontos e Pontões de Cultura são grupos, coletivos, instituições e espaços que desenvolvem e articulam ações culturais nas comunidades, dentro da Política Nacional de Cultura Viva. A mobilização ocorre após um ato em frente ao Conselho Municipal de Cultura de Manaus (Concultura). Segundo a Rede de Pontos e Pontões de Cultura, cerca de 40 pessoas participaram da manifestação para entregar o Ofício à presidente do Conselho, Janayna Vasconcelos, e cobrar diálogo sobre as reivindicações.
No documento, a Rede pede a suspensão do edital até que sejam esclarecidas questões relacionadas à transparência, publicidade dos atos, critérios de avaliação, segurança jurídica e adequação às normas da Política Nacional de Cultura Viva e da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB).
A entidade também questiona a atuação dos órgãos municipais envolvidos na condução do processo e propõe a criação de uma Comissão Mista de Seleção e Acompanhamento, com participação do poder público e da sociedade civil.
Em outro ofício, encaminhado à Manauscult, a representante do Amazonas na Comissão Nacional dos Pontos e Pontões de Cultura (CNPdC), Lydia Lucia, aponta problemas na divulgação do resultado preliminar.
Segundo o documento, o cronograma teria sofrido três adiamentos e o resultado foi disponibilizado sem uma relação consolidada de classificados, contemplados e suplentes. A Rede cobra que a Prefeitura e os órgãos responsáveis apresentem informações claras sobre pontuações, critérios, justificativas e procedimentos para recursos.
Para os representantes, não basta disponibilizar informações de forma fragmentada. Eles defendem que o poder público municipal garanta publicidade adequada, comunicação oficial das mudanças e condições para que todos os participantes possam acompanhar e questionar o processo.
A Rede afirma que não é contra o edital ou a distribuição dos recursos, mas cobra que Concultura, Manauscult e Prefeitura de Manaus assumam responsabilidade pela transparência e regularidade do processo.
Depois da manifestação no Concultura, o movimento decidiu levar a cobrança diretamente à sede do Executivo municipal. Em publicação nas redes sociais, a Rede afirmou que a pauta “é legítima, justa e vai continuar”.
A mensagem também cobra uma resposta das autoridades: “Te incomoda? Então nos escute.” O grupo afirma que seguirá mobilizado de forma pacífica e busca abrir diálogo direto com o prefeito Renato Júnior.
