Dividir a cama com cães ou gatos é um hábito comum entre tutores e, segundo a ciência, não representa necessariamente um problema. A convivência com os animais pode proporcionar sensação de companhia, conforto e bem-estar, além de estar associada à redução do estresse e à melhora do humor.
O contato com os pets também pode estimular substâncias relacionadas ao vínculo e ao prazer, como ocitocina, serotonina e dopamina. Para algumas pessoas, a presença do animal ajuda a aliviar a sensação de solidão e favorece momentos de relaxamento. A rotina de cuidados, especialmente com cães, ainda pode estimular a prática de atividades físicas.
Mas o carinho não elimina os cuidados. Vacinação, vermifugação, acompanhamento veterinário e controle de parasitas são importantes para reduzir riscos de infecções. Pessoas com maior vulnerabilidade imunológica e bebês exigem atenção redobrada, e recém-nascidos não devem compartilhar o espaço de sono com animais.
Outro ponto é a qualidade do sono. Se a presença do pet provocar interrupções frequentes ou fizer com que a pessoa não consiga dormir sem o animal, o hábito pode deixar de ser benéfico. O equilíbrio, portanto, está em conciliar o vínculo afetivo com condições adequadas de higiene, saúde e descanso.
