Coadjuvante nos vídeos protagonizados pelo vereador Sargento Salazar (PL) nas redes sociais, o agora candidato a deputado estadual Kidson Maia (PL) terá de esclarecer uma questão envolvendo seu histórico funcional na Polícia Militar do Amazonas (PMAM). Documento reproduzido na imagem abaixo, datado de 2012, registra que ele foi considerado “incapaz definitivamente para o serviço da PMAM”, além de inválido e necessitado de cuidados permanentes de enfermagem ou hospitalização.

O registro aponta ainda que a incapacidade teria relação com um quadro de esquizofrenia. A documentação, porém, não explica o que ocorreu posteriormente. Anos depois, Kidson passou a atuar como empresário e prestador de serviços de segurança privada e também obteve registro de Colecionador, Atirador e Caçador (CAC) junto à Polícia Federal.
É justamente nesse intervalo que está a principal questão: o que mudou entre a condição de incapacidade definitiva registrada pela PMAM em 2012 e as atividades profissionais exercidas posteriormente? Houve nova avaliação médica? O diagnóstico ou o quadro clínico foram revistos? Quais documentos fundamentaram a mudança de condição? São perguntas que precisam ser respondidas pelo candidato e pelas autoridades responsáveis pelos registros.
A própria imagem informa que a situação teria sido levada à Corregedoria da Polícia Militar e à Superintendência da Polícia Federal, para apuração. Até que as investigações esclareçam os fatos, não é possível afirmar que houve fraude ou irregularidade. No entanto, a existência de documentos com informações aparentemente divergentes exige a transparência sobre como essa mudança ocorreu.
