Saúde

Casos de VSR em crianças de até 2 anos apresentam queda no Brasil, aponta Fiocruz

Boletim InfoGripe indica redução das internações por bronquiolite, mas alerta para alta circulação de vírus respiratórios em alguns estados

Escrito por Redação
19 de julho de 2026
Foto: Fiocruz aponta redução das internações por VSR, principal causador da bronquiolite infantil - Foto: Tomaz Silva/ Agência Brasil

Os casos de vírus sincicial respiratório (VSR), principal responsável pela bronquiolite em crianças pequenas, estão em queda na maior parte do Brasil. A informação é do mais recente Boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que aponta redução das internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), especialmente entre crianças de até 4 anos.

De acordo com o levantamento, a diminuição é impulsionada pela queda das hospitalizações causadas pelo VSR, que afeta principalmente crianças de até 2 anos. Apesar da melhora no cenário nacional, a Fiocruz alerta que os casos de SRAG ainda permanecem em níveis de alerta, risco ou alto risco em Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Entre adolescentes, adultos e idosos, a redução das internações está relacionada à diminuição dos casos de influenza A. Já na faixa etária de 5 a 14 anos, a queda é atribuída à redução das infecções graves provocadas pelo rinovírus. Ainda assim, o boletim mostra que crianças de até 2 anos continuam concentrando a maior incidência de SRAG, enquanto os óbitos permanecem mais frequentes entre pessoas com 65 anos ou mais.

Desde o início de 2026, o Brasil registrou 115.203 casos de SRAG, dos quais 52,3% tiveram confirmação para algum vírus respiratório. O VSR lidera as notificações, com 40,2% dos casos positivos, seguido por rinovírus (30,2%), influenza A (20,8%), influenza B (4,5%) e Sars-CoV-2 (4,5%).

A Fiocruz recomenda manter medidas de prevenção, como higienizar as mãos, cobrir nariz e boca ao tossir ou espirrar, evitar contato com outras pessoas durante sintomas gripais, utilizar máscara quando necessário e manter a vacinação em dia, especialmente contra a influenza, disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

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