Caprichoso e Garantido encerraram, na noite deste domingo (28), suas apresentações no 59º Festival Folclórico de Parintins, levando ao Bumbódromo espetáculos que exaltaram a cultura amazônica, a história dos bumbás e a identidade dos povos da região.
O Caprichoso concluiu sua participação com o espetáculo “Brinquedo que Canta o Seu Chão”, apresentado em 2h26min. O terceiro ato, “Norte Brasil – Chão de Bravos”, destacou a diversidade cultural da Amazônia e reforçou a conexão entre Parintins e os povos da região Norte por meio de elementos de pertencimento, memória e identidade.
Entre os momentos de maior impacto esteve o “Ritual de Iniciação Xamânica Xikrin M-Bêngôkre Xikrin”, conduzido pelo pajé André Beltrão, acompanhado por uma onça-pintada robótica, recurso cênico que chamou a atenção do público. O boi azul também apresentou a exaltação folclórica “O Auto do Boi Brasileiro”, com destaque para a apresentação da violinista e sinhazinha Valentina Cid.
Na Figura Típica Regional, o Caprichoso homenageou as mulheres que preservam a tradição da farinha de mandioca com a alegoria “As Farinheiras da Amazônia”, enquanto a Lenda Amazônica trouxe Nhaçã Hekã – Macacos Comedores de Gente”, defendida pela Cunhã-Poranga Marciele Albuquerque.
A noite também foi marcada pela homenagem ao ex-tripa Markinho Azevedo, falecido aos 59 anos, e pela apresentação da toada “Viva Cultura Popular”, interpretada pelo levantador de toadas Patryck Araújo.
Já o Garantido encerrou sua participação com o espetáculo “Parintins, Terra Encantada”, reunindo grandes alegorias, referências à religiosidade popular, lendas amazônicas e homenagens à trajetória do boi vermelho e branco.
A abertura teve como destaque o apresentador Israel Paulain, que surgiu do interior de um enorme boi, e a alegoria da Celebração Temática, assinada por Rogério Azevedo e equipe, que transformou a arena em uma representação da cidade de Parintins. A estrutura trouxe elementos como a Catedral de Nossa Senhora do Carmo e a Cobra Grande, de onde emergiu a Porta-Estandarte Jeveny Mendonça.
O espetáculo também homenageou o mestre Coronel, integrante da Vaqueirada há cinco décadas e responsável pela confecção dos tradicionais cavalinhos utilizados pelo grupo.
Outro momento marcante foi a apresentação da Lenda Amazônica “Templo do Sol”, protagonizada pela Cunhã-Poranga Isabelle Nogueira, em sua despedida do item. A performance trouxe referências ao povo Konduri e à figura de Kwaracy, símbolo da vida e da renovação.
O Garantido ainda levou à arena a toada “Perrecheiro”, cantada em coro pela galera encarnada com David Assayag, e encerrou a apresentação com a Figura Típica “Festeiro de Santo”, representada pela Rainha do Folclore Lívia Christina, em homenagem às manifestações de fé do povo amazônico e ao fundador do boi, Lindolfo Monteverde.
