Festival de Parintins

Boi-bumbá inspira empreendedores e movimenta a economia criativa

De doces temáticos a produtos personalizados, amazonenses transformam a paixão pelos bois Caprichoso e Garantido em oportunidade de renda e negócio

Escrito por Rebeca Beatriz
16 de junho de 2026
Empreendedores transformam paixão pelo Festival de Parintins em oportunidade de renda - Fotos: Caíque Elias e Victor Libório/ DC

A paixão pelo Festival de Parintins tem inspirado a criação de novos negócios e impulsionado a economia criativa no Amazonas. De doces temáticos a produtos personalizados, empreendedores transformam o amor pelos bois Caprichoso e Garantido em fonte de renda durante a temporada bovina.

A confeiteira Géssica Nunes conta como começou a empreender com doces temáticos para a temporada bovina.

Isso começou em 2023. Tenho duas clientes: uma é Caprichoso e outra é Garantido. Elas sempre me perguntavam quando eu iria começar a fazer os doces do festival e eu falava ‘ainda não’. Este ano, retomei meu empreendimento e falei que tiraria esse projeto do caderno”, contou.

A admiração pelo festival também motivou o empreendedor Hiago Matos.

Apesar de já atuar no ramo da gastronomia, foi após uma viagem a Parintins que ele enxergou uma nova oportunidade de negócio.

A ideia surgiu depois de 2024, que foi quando eu e minha esposa fomos a Parintins e voltamos de lá maravilhados, cheios de ideias e pensando na gente também. Depois que o festival acaba, são poucos lugares que a gente consegue ir que tenha boi. Como a gente gosta, decidimos trabalhar com isso o ano inteiro”, afirmou.

Mas não é apenas na gastronomia que o boi-bumbá inspira empreendedores. Há quem transforme a saudade do festival em arte e poesia, levando elementos da cultura parintinense para diferentes produtos e expressões criativas.

Esse é o caso do designer Gustavo Serrão, que utiliza referências da cidade e do universo bovino em seus trabalhos.

Eu sou de Parintins. Então, não tem como fugir muito dessa estética. Eu acho que tudo vem dessa memória afetiva, na verdade. Todos esses trabalhos têm essa relação, não só com Parintins mas com todo o contexto mais regional, mais amazônico, de como às vezes um barco passando no rio nos remete a uma coisa. E de como, às vezes, uma cadeira de plástico em pé nos remete a uma coisa ou uma cadeira de plástico nas mãos de alguém nos remete para outra coisa, como o pessoal brincando boi”, explicou.

Entre lembranças, tradição e criatividade, os empreendedores mostram que a cultura do boi-bumbá vai muito além dos três dias de festival. Ela segue viva no cotidiano, inspirando negócios, fortalecendo identidades e mantendo acesa a paixão pelos bois Caprichoso e Garantido durante todo o ano.

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