No Dia Nacional do Turismo, celebrado nesta sexta-feira (8/5), o turismo de base comunitária vem ganhando destaque no Brasil e especialmente no Amazonas como alternativa de desenvolvimento sustentável em áreas de floresta e comunidades tradicionais.
O modelo é baseado na participação direta de moradores locais na recepção de visitantes, oferecendo experiências ligadas à cultura regional, à natureza e ao cotidiano amazônico. Diferente do turismo convencional, a proposta busca distribuir a renda entre as comunidades e fortalecer a autonomia de populações ribeirinhas, indígenas e tradicionais.
No Amazonas, onde grande parte do território é formada por rios, áreas protegidas e comunidades afastadas dos grandes centros urbanos, o turismo de base comunitária tem sido apontado como uma forma de unir geração de renda, preservação ambiental e valorização cultural.
O crescimento desse tipo de atividade acompanha o aumento da visitação em Unidades de Conservação (UCs) em todo o país. Segundo o estudo “Contribuições do Turismo em Unidades de Conservação para a Economia Brasileira”, divulgado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), as UCs federais receberam 28,5 milhões de visitas em 2025, maior número registrado desde o início do monitoramento, em 2000.
De acordo com o levantamento, o turismo em unidades de conservação movimentou R$ 40,7 bilhões em vendas totais e gerou R$ 20,3 bilhões para o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, além de contribuir para a criação de mais de 332 mil empregos.
O estudo também aponta que cada R$ 1 investido em unidades de conservação retorna R$ 16 para o PIB nacional, reforçando o potencial econômico do turismo ligado à preservação ambiental.
Além do impacto financeiro, o turismo de base comunitária é visto por especialistas e organizações ambientais como uma estratégia importante para manter a floresta em pé, criando alternativas econômicas ao desmatamento e à exploração ilegal de recursos naturais.
A atividade também contribui para a valorização cultural das comunidades, permitindo que tradições, culinária, artesanato e conhecimentos regionais sejam compartilhados com visitantes sem perder a identidade local.
