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DC reforça alerta para preservação da vida no Dia Nacional em Memória das Vítimas de Trânsito

Data chama atenção para os impactos dos acidentes e relembra histórias marcadas pela dor, como a morte do pequeno João Miguel e a amputação sofrida por Maria Graciete após acidente

Escrito por Micaele Souza
7 de maio de 2026
Foto: Reprodução

O dia 7 de maio marca o Dia Nacional em Memória das Vítimas de Trânsito, criado para homenagear vítimas e conscientizar a população sobre a importância da segurança nas vias. A data foi instituída após aprovação no Senado em 2022 e sancionada pelo presidente Lula, diante da gravidade dos acidentes no Brasil.

Em Manaus, os números reforçam o alerta. Até maio deste ano, já foram registrados 10.455 acidentes de trânsito, o que corresponde a quase metade de todo o registro de 2025, quando foram contabilizadas 24.880 ocorrências.

Do total, o maior número de ocorrências, envolve motocicletas, com 6.790 casos, seguido por carros e atropelamentos. O mês de março concentrou o maior número de ocorrências deste ano, com 2.789 registros.

Em 2025, o maior índice também envolveu motociclistas, com 18.799 ocorrências, seguido também de casos envolvendo carros e atropelamentos. Veja os números:

Os acidentes envolvendo motocicletas evidenciam a necessidade de mais atenção, fiscalização e prudência no trânsito.

Histórias interrompidas

Por trás dos números aqui apresentados, há vidas. Mais que estatística, existem histórias interrompidas.

Uma delas é a do pequeno João Miguel Magalhães de Oliveira, de 7 anos, que morreu após ser atropelado em frente à Escola Municipal Mário Lago, na Zona Norte de Manaus, no dia 15 de abril deste ano. Segundo familiares, João era uma criança dedicada à fé e sonhava em ser pastor.

A dor da perda ainda é recente. Em entrevista ao Diário da Capital, a avó do menino, Valderaci Ramos, desabafou sobre as dúvidas que tem sobre a justiça neste caso.

“Meu filho era tão bonito. Fazia tudo por ele. Até agora, o caso ainda está sendo investigado. Os responsáveis foram indiciados por homicídio culposo, mas eu não sei onde isso vai dar. Não tem justiça”, lamentou.

Outro caso é o da amazonense Maria Graciete Alves da Silva, de 36 anos, que teve uma das pernas amputadas após ser atingida por um carro durante um suposto racha em Barueri, em São Paulo, em 2024.

Além das sequelas físicas, Maria passou a conviver com limitações e a dor emocional causada pelo acidente.

“Ali, você está assumindo o risco de acontecer com outras pessoas o que aconteceu comigo. Então, muito cuidado, muito atenção. Eu não quero que outras vítimas passem pelo que eu passei, de perder a perna, perder o membro, até morrer como muitas vítimas passam por isso. Então, eu venho aqui chamar atenção a essa responsabilidade por outras pessoas também que estão no trânsito”, pede Maria.

Histórias como essas mostram que acidentes de trânsito não são apenas números. Eles deixam marcas profundas em famílias e na sociedade como um todo. Por isso, respeitar as leis, evitar imprudências e dirigir com atenção são atitudes simples que salvam vidas.

Maio Amarelo

O Maio Amarelo é um movimento internacional de conscientização para redução de sinistros e mortes no trânsito, realizado durante todo o mês de maio. Em 2026, a campanha foca na responsabilidade coletiva, com o tema “No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas”, incentivando empatia e atenção entre motoristas, pedestres e ciclistas.

A campanha convida a refletir sobre comportamentos de risco, como o uso de celular ao volante, excesso de velocidade e direção sob efeito de álcool, reforçando que a segurança é uma responsabilidade compartilhada.

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