Economia

TCU identifica 22 obras paralisadas em Manaus, com R$ 84,2 milhões já investidos

Percentual de obras paralisadas na capital amazonense saltou de 17,8% para 44%

Escrito por Deyvid Jhonatan
4 de maio de 2026
TCU identificou 11.469 obras paralisadas em todo o país, de um total de 22.621 em andamento - Foto: Divulgação

O Tribunal de Contas da União (TCU) registrou 22 obras paralisadas em Manaus. Os dados constam do painel “Acompanhamento de Obras Paralisadas”, atualizado com base em abril de 2025.

Os investimentos federais já aplicados nos empreendimentos interrompidos somam R$ 84,2 milhões, com o valor total previsto para essas obras sendo de R$ 261,9 milhões. O montante já gasto representa 32% do orçamento total dos projetos paralisados na cidade.

A proporção de obras paralisadas em Manaus é acima da média nacional. O TCU aponta que entre agosto de 2022 e abril de 2025, o percentual de obras paralisadas na capital amazonense saltou de 17,8% para 44%.

O painel do tribunal mostra evolução do quadro em Manaus ao longo dos últimos três anos. Em agosto de 2022, eram 21 obras paralisadas de 118 em andamento. Em abril de 2023, o número caiu para 18 de 109. A partir de abril de 2024, a situação se inverteu: 21 obras paralisadas de 49, chegando a 22 de 50 em abril de 2025.

O valor de investimentos previstos em obras paralisadas também cresceu. Em agosto de 2022, eram R$ 800 milhões. Em abril de 2023, R$ 400 milhões. Em abril de 2024, R$ 300 milhões. Em abril de 2025, R$ 261,9 milhões. A redução do valor previsto ocorre em paralelo à queda do número total de obras acompanhadas pelo TCU na cidade.

O cenário de Manaus integra um quadro nacional de crescimento das paralisações. O TCU identificou 11.469 obras paralisadas em todo o país, de um total de 22.621 em andamento. O número de interrupções cresceu 32% entre 2022 e 2025. O montante investido em empreendimentos inacabados alcança R$ 15,9 bilhões.

Especialistas em levantamento do tribunal apontam que as causas das paralisações são múltiplas. Entre os motivos mais recorrentes estão problemas jurídicos e de licenciamento, falhas de projeto, abandono por parte das empresas contratadas, falta de pagamento e incapacidade técnica de prefeituras.

A execução de obras públicas federais depende de convênios entre a União e a prefeitura. A prefeitura é responsável por elaborar projetos locais e executar as obras. A União concentra o financiamento e estabelece diretrizes. Os pagamentos são feitos de forma gradual, mediante medições que comprovam o avanço físico.

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