O Amazonas avança na consolidação da bioeconomia como eixo estratégico para atrair negócios e investimentos sustentáveis. A proposta, liderada pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti), busca transformar a riqueza da floresta em oportunidades econômicas, aliando inovação, preservação ambiental e inclusão social.
A bioeconomia reúne atividades produtivas baseadas no uso sustentável da biodiversidade, integrando conhecimento científico e saberes tradicionais. No estado, cadeias como açaí, castanha, cacau e manejo do pirarucu já demonstram potencial de geração de renda, emprego e valorização das comunidades locais.
Segundo a Sedecti, o fortalecimento desse modelo passa por políticas públicas, capacitação e atração de investimentos que estimulem negócios inovadores ligados à sociobiodiversidade. A estratégia inclui o desenvolvimento de tecnologias adaptadas à realidade amazônica e o incentivo ao empreendedorismo sustentável.
O Plano Estadual de Bioeconomia, construído de forma colaborativa com representantes dos 62 municípios, estabelece diretrizes para consolidar uma economia de baixo carbono. A iniciativa busca diversificar a matriz econômica do Amazonas, historicamente concentrada na indústria, e posicionar o estado como referência global em soluções baseadas na floresta.
Com crescimento consistente nos últimos anos e potencial ainda pouco explorado, a bioeconomia surge como alternativa concreta para conciliar desenvolvimento econômico e conservação ambiental, ampliando oportunidades e fortalecendo o protagonismo da Amazônia no cenário internacional.
