A Operação Tamoiotatá 6 resultou na aplicação de R$ 5.445.000 em multas por desmatamento ilegal, descumprimento de embargo ambiental e uso irregular de áreas para pecuária no município de Apuí, a 453 quilômetros de Manaus, no sul do Amazonas. As autuações foram realizadas pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) durante a segunda etapa da ação, com registros lavrados na terça-feira (1º/04).
Durante a fiscalização, equipes realizaram incursões em campo para verificar áreas com indícios de irregularidades ambientais e atender produtores rurais. Também foram monitorados um abatedouro clandestino e uma serraria móvel identificados em operação anterior, ambos com atividades paralisadas no momento da vistoria.
De acordo com o relatório técnico, foram constatadas infrações como impedir a regeneração natural da vegetação, desmatamento com derrubada e queima de floresta nativa, além de descumprimento de embargos ambientais. Uma das multas, no valor de R$ 2.705.000, foi aplicada em uma área de 540,4521 hectares onde havia manutenção de pastagem com criação de gado, impedindo a recuperação da floresta.
Em outra área, de 183,5100 hectares, foi identificado descumprimento de embargo anteriormente imposto pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), com continuidade da criação de animais de grande porte, resultando em multa de R$ 220 mil.
Também foram aplicados R$ 2.040.000 em penalidades por desmatamento com derrubada e queima de vegetação nativa em uma área de 203,0321 hectares, além de criação de animais e expansão de pastagem. Em uma área de 95,8992 hectares, a multa foi de R$ 480 mil por impedir a regeneração natural com uso contínuo para pecuária.
Além das autuações, foram emitidos termos de embargo e interdição que somam 846,816 hectares. As áreas permanecerão interditadas até a regularização ambiental. Durante a operação, também foi constatado que, em alguns casos, os ocupantes não correspondiam aos responsáveis registrados no Cadastro Ambiental Rural (CAR), além da transferência irregular de áreas já embargadas.
A operação contou com atuação integrada do Ipaam, da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), da Polícia Militar, por meio do Batalhão de Policiamento Ambiental, da Polícia Civil e do Corpo de Bombeiros. A ação também teve apoio do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam).
Estruturada em 15 etapas, com duração média de 20 dias cada, a Operação Tamoiotatá 6 tem previsão de atuação até dezembro de 2026, com foco no período mais crítico da estiagem e no reforço ao combate ao desmatamento e às queimadas no Amazonas.
