A exposição “Raízes do Sagrado” foi aberta na tarde de quinta-feira (26), na Galeria do Largo, no Centro de Manaus, reunindo representantes de diferentes tradições religiosas, movimentos sociais e visitantes interessados em discutir respeito, diversidade e liberdade de crença. A mostra gratuita segue aberta ao público até o dia 26 de março.
Promovida pelo Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc), em parceria com a Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, a iniciativa integra a programação da Semana de Combate à Intolerância Religiosa e busca ampliar o debate sobre convivência entre diferentes crenças.
Durante a abertura, a programação contou com apresentações culturais, rodas de conversa e atividades educativas voltadas à conscientização sobre o respeito à diversidade religiosa. Logo na entrada, visitantes receberam materiais informativos e uma cartilha de letramento racial com conteúdos sobre intolerância religiosa e os objetivos da exposição.
Um dos momentos centrais foi a roda de conversa mediada por Ekedi Carla Canori, presidente do Instituto Eruexim, que reuniu representantes de diferentes religiões em um diálogo sobre experiências de fé e convivência inter-religiosa. A programação também incluiu apresentação cultural do grupo Águas de Oxalá, com cortejo simbólico até o espaço expositivo.
De acordo com Letícia Alves, gerente de Igualdade Racial e Religiosa da Sejusc, a mostra chega à segunda edição com a proposta de aproximar diferentes tradições religiosas e ampliar o conhecimento da população sobre a pluralidade de crenças presentes no Amazonas.
“‘Raízes do Sagrado’ é uma exposição que apresenta os símbolos e elementos religiosos que fazem parte da nossa sociedade amazonense. Ela integra a implementação da Lei Estadual nº 6.051, que institui a Semana de Combate à Intolerância Religiosa, e promove o encontro entre religiões de matriz africana, espiritismo e catolicismo, além dos movimentos sociais”, destacou.
A gestora ressaltou ainda que a iniciativa busca enfrentar casos de preconceito religioso por meio da informação e do diálogo. “Hoje, ainda existem muitas pessoas que sofrem perseguição por sua fé. A intolerância religiosa é crime e precisa ser combatida com informação e diálogo. Esse encontro é uma forma de mostrar que todos podem caminhar juntos no respeito”, avaliou.
Entre os visitantes, a estudante de Design de Moda Isabelle Monteiro afirmou que a experiência contribui para ampliar o conhecimento sobre diferentes tradições religiosas. “Eu vim por causa de um trabalho da faculdade, mas também por interesse pessoal. Tenho curiosidade sobre as religiões de matriz africana e estou achando tudo muito bonito e interessante. É importante que o público tenha acesso a esse tipo de conhecimento, principalmente num momento em que a intolerância religiosa cresce”, declarou.
A exposição também reforça que a intolerância religiosa é crime previsto na legislação brasileira, podendo ser enquadrada na Lei nº 7.716/89, que trata dos crimes resultantes de preconceito, incluindo discriminação por religião.
A Galeria do Largo funciona de quarta-feira a domingo, das 15h às 20h, com entrada gratuita.
