Política

Omar Aziz lança plano de desenvolvimento para o Amazonas e garante novos debates sobre futuro do Estado

Senador apresenta livro com mais de 600 páginas, defende alternativas à dependência da Zona Franca e abre canal para contribuições da sociedade

Escrito por Rosianne Couto
27 de fevereiro de 2026
Primeiro volume de plano estratégico tem foco na diversificação econômica do Amazonas- Foto: Rosianne Couto

O senador Omar Aziz (PSD) lançou, nesta sexta-feira (27/2), o livro Plano Estratégico de Desenvolvimento – Eixo 01, primeiro volume de uma série que pretende estruturar um projeto de longo prazo para o Estado. Com mais de 600 páginas, a publicação reúne contribuições de nomes como Thomaz Nogueira, Afonso Lobo e Farid Júnior e apresenta diagnóstico detalhado da economia amazonense, além de propostas para enfrentar gargalos históricos do desenvolvimento regional.

Dividido em cinco partes — diagnóstico do cenário atual, fatores estruturantes, fortalecimento do setor primário, setores estratégicos e políticas voltadas a serviços ambientais, empreendedorismo, ciência e tecnologia — o volume inicial propõe ampliar a base de arrecadação sem aumento de tributos.

“Não adianta aumentar o tributo. Eu quero que essa base seja maior”, afirmou o senador, ao defender a construção de alternativas ao modelo concentrado no Polo Industrial da Zona Franca de Manaus.

Omar argumenta que a dependência quase exclusiva do modelo industrial tornou-se um ponto sensível na economia local. Segundo ele, é preciso diversificar a matriz produtiva para gerar emprego e renda em outras áreas. “Todo mundo fica dependendo da Zona Franca, ninguém faz nada”, criticou, ao sustentar que o plano busca exatamente apontar novos caminhos produtivos para o interior e para setores ainda subexplorados.

O senador anunciou que novos volumes serão apresentados com outros eixos de políticas públicas e abriu espaço para participação popular por meio do e-mail disponibilizado na obra. “Não é para mim, é para o Estado do Amazonas”, declarou, ao afirmar que ideias serão bem-vindas “sem menosprezar ninguém”, numa tentativa de ampliar o debate técnico em torno de um projeto que ele classifica como estruturante e de longo prazo.

Matérias relacionadas