Polícia

Operação Tormenta prende sete e desmonta esquema milionário de agiotagem no Amazonas

Polícia Civil cumpriu mandados de prisão, buscas e bloqueios de contas; três suspeitos seguem foragidos

Escrito por Redação
13 de fevereiro de 2026
As investigações apontam ainda que o grupo utilizava empresas de fachada para movimentar e dissimular recursos oriundos das atividades ilícitas. Foto: Beatriz Sampaio/PC-AM.

A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) deflagrou, na quinta-feira (12), a Operação Tormenta, que resultou na prisão de sete pessoas suspeitas de integrar um esquema de agiotagem com prática de extorsão, ameaças, lavagem de dinheiro e outros crimes no estado. Outros três investigados são considerados foragidos.

A ação foi coordenada pelo 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP) e contou com o cumprimento de sete mandados de prisão preventiva, 20 mandados de busca e apreensão e 17 ordens judiciais de bloqueio de ativos financeiros vinculados aos investigados e a empresas supostamente utilizadas para ocultar valores ilícitos.

De acordo com o delegado Cícero Túlio, titular do 1º DIP, as investigações tiveram início há cerca de 20 dias, após denúncia feita por uma servidora pública que relatou ameaças de grupos envolvidos com empréstimos clandestinos.

“Identificamos pelo menos quatro grupos criminosos que atuavam com empréstimos clandestinos, cobrando juros exorbitantes que chegavam a ultrapassar 50% do valor da dívida ao mês. O grupo escolhia, preferencialmente, servidoras públicas de tribunais do Estado como alvos, obtendo vantagens financeiras por meio de extorsões e graves ameaças”, afirmou o delegado.

Segundo a polícia, os investigados realizavam cobranças de forma violenta, monitoravam vítimas nas proximidades de prédios públicos e, em alguns casos, se apropriavam de bens como veículos, joias, eletrônicos e imóveis. Também haveria retenção de documentos pessoais e cartões bancários, além da administração de aplicativos financeiros para descontar valores diretamente dos vencimentos das vítimas.

Durante a operação, foram apreendidos 30 veículos, R$ 17 mil em espécie, cinco armas de fogo, centenas de munições e diversos documentos de identidade e Carteiras Nacionais de Habilitação (CNHs) pertencentes às vítimas. Computadores, celulares e contratos considerados fraudulentos também foram recolhidos.

As investigações apontam ainda que o grupo utilizava empresas de fachada para movimentar e dissimular recursos oriundos das atividades ilícitas. As medidas cautelares foram autorizadas pelo Poder Judiciário.

Os suspeitos devem responder por associação criminosa, usura, extorsão, roubo majorado, falsidade ideológica, porte e posse de arma de fogo de uso restrito, falsa identidade e lavagem de capitais. Todos passarão por audiência de custódia e permanecerão à disposição da Justiça.

A Polícia Civil divulgou imagens de três investigados que seguem sendo procurados e solicita que informações sobre o paradeiro dos suspeitos sejam repassadas às autoridades por meio dos canais oficiais de denúncia.

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