Com a chegada do Carnaval e o aumento das aglomerações, especialistas reforçam a importância dos cuidados com a saúde bucal durante o período de festas. O contato físico intenso, como beijos e o compartilhamento de objetos, pode facilitar a transmissão de infecções.
Segundo a cirurgiã-dentista Marília Andrade, doenças como herpes oral, mononucleose — conhecida como “doença do beijo” —, gengivite, candidíase oral e outras infecções bacterianas podem ser transmitidas pela troca de saliva.
“Pelo beijo podem ser transmitidas doenças como herpes oral, mononucleose, conhecida como doença do beijo, além de gengivite, candidíase oral e outras infecções bacterianas. No Carnaval, herpes labial e mononucleose estão entre as mais frequentes por causa do contato repetido e da proximidade constante”, afirma.
De acordo com a especialista, fatores como privação de sono, alimentação inadequada e consumo excessivo de álcool podem contribuir para a queda da imunidade, aumentando o risco de desenvolvimento ou agravamento de quadros infecciosos.
Entre os principais sinais de alerta após a folia estão feridas nos lábios ou na boca, bolhas, dor, inchaço, sangramento gengival, mau hálito persistente, febre e ínguas no pescoço.
“Ao perceber qualquer um desses sintomas, é fundamental procurar um dentista ou médico para avaliação”, orienta.
Infecções como herpes oral e mononucleose podem causar dor, inflamação, feridas recorrentes e dificuldade para se alimentar. Em pessoas com a imunidade baixa, os quadros podem evoluir com complicações sistêmicas, exigindo acompanhamento profissional.
Para reduzir os riscos, a recomendação é evitar beijar pessoas com feridas visíveis, não compartilhar copos ou cigarros, manter boa higiene bucal, hidratar-se adequadamente e priorizar descanso e alimentação equilibrada durante o período festivo.
Especialistas ressaltam que aproveitar o Carnaval com responsabilidade inclui também atenção à saúde, a fim de prevenir complicações após os dias de festa.
