Uma operação das Forças de Segurança do Amazonas resultou na prisão de 37 pessoas por suspeita de apologia ao crime e na apreensão de cinco adolescentes por ato infracional análogo ao mesmo delito. As ações ocorreram entre a tarde de terça-feira (10) e a madrugada desta quarta-feira (11), em Manaus e em municípios do interior do estado.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), as prisões foram realizadas após registros de queima de fogos que, de acordo com as autoridades, estariam associadas a manifestações de apoio a organização criminosa. Durante a operação, também foram apreendidas porções de drogas e aproximadamente mil artefatos explosivos, entre intactos e já utilizados.
As ações envolveram equipes da Polícia Militar do Amazonas (PMAM) e da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), com apoio de informações de inteligência e monitoramento. Na capital, as prisões foram registradas em diversos bairros. No interior, houve ocorrências em municípios como Itacoatiara, Manacapuru, Humaitá, Benjamin Constant e Presidente Figueiredo, entre outros.
De acordo com o secretário executivo de operações da SSP-AM, coronel André Gomes Ribeiro, a mobilização ocorreu após levantamento prévio de informações. “Tivemos como resultado o número expressivo de prisões e apreensão de fogos e drogas, mas ao mesmo tempo estivemos atuando em outras frentes, como grandes apreensões e prisões de envolvidos em outros crimes, dentre eles, latrocínio”, afirmou.
O comandante-geral da PMAM, coronel Klinger Paiva, destacou que as ações foram baseadas em georreferenciamento e planejamento estratégico. Já o delegado-geral adjunto da Polícia Civil, Guilherme Torres, informou que parte dos suspeitos foi presa em flagrante, enquanto outros tiveram procedimentos convertidos em inquérito policial ou Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO).
Os detidos na capital foram apresentados na Delegacia Geral da Polícia Civil, no bairro Dom Pedro. Os adolescentes foram encaminhados à Delegacia Especializada em Apuração de Atos Infracionais (DEAAI). Os casos seguem sob investigação e os presos deverão passar por audiência de custódia.
