Amazonas

Interdição na BR-230 ameaça isolar Lábrea e compromete abastecimento no Sul do Amazonas

Presidente da Aleam, Roberto Cidade, cobra do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes medidas emergenciais para restabelecer a trafegabilidade

Escrito por Redação
6 de fevereiro de 2026
Foto: Herick Pereira

A interdição da ponte sobre o rio Umari, na BR-230, ameaça isolar o município de Lábrea e comprometer o abastecimento de itens essenciais no Sul do Amazonas. A estrutura está submersa desde 1º de fevereiro em razão da cheia do rio Purus, o que levou à suspensão do tráfego de veículos no trecho.

Com a rodovia interditada, o transporte de alimentos, medicamentos e combustíveis — incluindo o insumo utilizado para a geração de energia elétrica na usina termelétrica local — fica prejudicado. A BR-230 é a principal via de conexão terrestre entre Lábrea e outros municípios da região.

Diante do cenário, foi encaminhado requerimento ao DNIT solicitando a adoção de medidas emergenciais para a retomada do fluxo. Entre os pedidos estão a mobilização de equipe técnica para avaliação estrutural da ponte, a execução de soluções provisórias ou alternativas de passagem — quando tecnicamente viáveis —, a definição de um cronograma para recuperação da estrutura e a articulação com órgãos estaduais e municipais para mitigar os impactos logísticos enquanto durar a interdição.

Em manifestação, o presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas destacou o risco de isolamento do município e a necessidade de respostas rápidas. “Todos nós sabemos que essa rodovia é indispensável para o transporte de alimentos, medicamentos e combustíveis, incluindo o que abastece a usina termelétrica local, além do escoamento da produção e do atendimento à população. Diante dessa emergência, manifesto aqui o compromisso com o bem-estar dos labrenses (…) e solicito que (…) adote medidas a curto prazo para evitar que Lábrea fique isolada”, afirmou Roberto Cidade.

O parlamentar também avaliou que a manutenção da interdição, ainda que necessária do ponto de vista técnico-preventivo, pode gerar prejuízos socioeconômicos relevantes. “Gera grave prejuízo socioeconômico à população local (…) além de comprometer a regularidade do fornecimento de combustível utilizado para a geração de energia elétrica, o que pode ocasionar efeitos sistêmicos sobre a prestação de serviços essenciais”, disse.

Até a publicação desta matéria, o DNIT não havia informado prazo para liberação do trecho nem detalhado as intervenções previstas.

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