Amazonas

Órgãos estaduais e federais avaliam operação ambiental e planejam ações contra desmatamento em 2026

Workshop da Operação Tamoiotatá reúne forças ambientais e de segurança para definir estratégias de combate a queimadas no Amazonas

Escrito por Redação
5 de fevereiro de 2026
Foto: Antônio Lima/Secom

Órgãos estaduais e federais iniciaram, nesta quarta-feira (5), um workshop para avaliar os resultados da Operação Tamoiotatá em 2025 e planejar novas estratégias de combate ao desmatamento e às queimadas no Amazonas para o ano de 2026. O encontro segue até quinta-feira (6), no Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), em Manaus.

A reunião reúne servidores das forças ambientais e de segurança pública do Governo do Amazonas, além de representantes de instituições federais. O foco principal está na definição de frentes de atuação integrada, especialmente na região sul do estado, considerada uma das áreas mais críticas para crimes ambientais.

“Esse momento agora é de projetar como a gente vai continuar as operações em campo, com a integração de agências, das diversas secretarias, para que a gente possa manter esses resultados e também ampliar, em especial, as ofertas das atividades da bioeconomia, enquanto a gente combate o desmatamento”, afirmou o secretário de Estado do Meio Ambiente, Eduardo Taveira.

Ao longo do primeiro dia, os órgãos que compõem a força-tarefa participaram de painéis técnicos voltados à troca de experiências e à definição de estratégias operacionais. A proposta é identificar gargalos enfrentados nas ações de fiscalização e aprimorar os métodos de atuação conjunta para 2026.

“O workshop é aquele momento que a gente tem para trazer os órgãos, principalmente aqueles agentes que estiveram em campo, de forma que a gente possa, além de apresentar os resultados daquilo que foi feito, trazer autoridades e instituições que tenham conhecimento para orientar sobre os principais procedimentos que são realizados”, disse o chefe do Departamento de Planejamento Integrado da Secretaria Executiva Adjunta de Planejamento e Gestão Integrada de Segurança (Seagi), tenente-coronel Talisson Botelho.

Criada em 2021, a Operação Tamoiotatá é considerada a maior força-tarefa integrada do Governo do Amazonas no combate a crimes ambientais. A iniciativa reúne forças ambientais e de segurança pública com o objetivo de ampliar a presença do Estado em áreas vulneráveis ao desmatamento e às queimadas.

Segundo o diretor-presidente do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), Gustavo Picanço, a atuação em campo tem sido reforçada por avanços tecnológicos e pela integração entre os órgãos.

“Ano passado, nós instalamos Starlinks nos carros, onde nós conseguimos uma conectividade em tempo real. Os relatórios são enviados diariamente, onde dá para se calcular a rota, o planejamento, dá para a gente ter esse contato direto com o Ipaam, com o Censipam, com os órgãos de controle para saber e planejar a nossa próxima rota conforme os focos de calor e de queimada”, explicou.

Para o coordenador da Operação Amazonas Mais Verde e tenente-coronel do Corpo de Bombeiros, Cristiano Ferreira, o workshop é essencial para ajustar procedimentos e alinhar condutas entre as instituições envolvidas.

“Nesse contexto, nesse workshop nós podemos avaliar experiências acontecidas nos anos anteriores e dessa maneira nós podemos realinhar procedimentos, condutas entre as instituições, de maneira que possamos ser mais efetivos na busca do bem comum e no apoio à sociedade”, afirmou.

A Operação Tamoiotatá é financiada com recursos do Programa Floresta em Pé, que investe em ações de redução do desmatamento e de fomento à bioeconomia. A iniciativa resulta de cooperação financeira entre os governos da Alemanha e do Brasil, por meio do KfW Banco de Desenvolvimento, com implementação da Fundação Amazônia Sustentável (FAS).

Ao todo, mais de R$ 33 milhões estão sendo aplicados em ações de comando e controle ambiental. Outros R$ 38 milhões devem ser destinados a iniciativas de bioeconomia e governança ambiental.

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