O prefeito de Manaus em exercício, Renato Júnior, anunciou nesta segunda-feira (2) que devem ser iniciadas ainda nesta semana as obras de reconstrução da passarela da avenida Torquato Tapajós, em frente ao Conjunto Santos Dumont, na zona Centro-Oeste da capital.
A estrutura desabou após ser atingida por uma carreta, em julho de 2024, e, até então, nenhuma intervenção por parte do Executivo Municipal havia sido anunciada, deixando pedestres expostos a riscos e obrigados a realizar travessias improvisadas.
O anúncio ocorre em pleno ano eleitoral, após quase dois anos de espera e crescente desgaste político. Segundo o prefeito em exercício, os trabalhos devem começar até a sexta-feira desta semana.
“Ainda esta semana a empresa já estará entrando na obra para começar a reconstrução dessa passarela. Nós temos várias questões que envolvem juridicamente […] e outros problemas para não trazer danos ao erário público, então todos esses cuidados precisam ser tomados. A gente sabe da necessidade dessa passarela. Existem liturgias no poder público que precisam ser respeitadas, com prazos e tempo. Faz parte do processo político”, destacou.
Quase dois anos após o acidente, o discurso de reconstrução ocorre somente após forte pressão popular e do vereador Rodrigo Guedes (PP), que acionou o Ministério Público do Amazonas (MP-AM) e o Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM).
Na semana passada, a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf) justificou, por meio de ofício, que o atraso nas obras de reconstrução da passarela foi causado pela falta de recursos financeiros da pasta. O custo estimado para reconstruir a estrutura é de R$ 2,7 milhões.
“É uma vergonha absoluta. Uma gestão que já teve R$ 40 bilhões em orçamento e contraiu R$ 5 bilhões em empréstimos não consegue reconstruir uma única passarela em 18 meses? Se não resolvem um problema básico de infraestrutura como este, vão resolver o quê?”, declarou o vereador Rodrigo Guedes.
Diante do histórico de atrasos e das justificativas apresentadas pela prefeitura, a expectativa agora recai sobre o cumprimento do novo prazo anunciado. Enquanto isso, moradores e usuários da via seguem aguardando uma solução definitiva para o problema.
