O diretor de futebol do Nacional, Ângelo Márcio, anunciou na manhã desta sexta-feira (30) sua saída do clube, alegando um suposto “desconforto” na relação entre a diretoria azulina e a Federação Amazonense de Futebol (FAF).
Ângelo estava no Nacional desde 2025 e foi um dos responsáveis pela campanha que levou o Leão da Vila Municipal ao vice-campeonato estadual, garantindo calendário nacional ao clube.
Em declaração à imprensa, o agora ex-dirigente afirmou:
“Entendo que, neste momento, existe um desconforto entre a relação do clube e a Federação Amazonense”.
A saída acontece um dia após o Tribunal de Justiça Desportiva do Amazonas (TJD-AM) protocolar duas denúncias contra o Nacional.
A primeira se baseia no artigo 213 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), referente ao arremesso de um copo com líquido por parte da torcida em direção ao árbitro Ivan da Silva Guimarães Júnior.
A segunda denúncia enquadra o artigo 258-B do CBJD e tem como alvo o próprio Ângelo Márcio. Segundo o TJD-AM, o dirigente teria:
“Invadido o local destinado à equipe de arbitragem durante a realização da partida”.
A infração prevê suspensão de 15 a 180 dias.
Rozenha rebate e nega atrito institucional
O presidente da Federação Amazonense de Futebol, Ednailson Rozenha, rebateu de forma contundente as declarações e negou qualquer problema institucional entre a FAF e o Nacional.
“Essa fala do agora ex-diretor do Nacional é de uma irresponsabilidade absurda. Sair jogando o clube e a torcida contra a FAF beira o irresponsável. A Federação não tem desconforto com o Nacional nem com qualquer outro clube do futebol amazonense. Ele já foi denunciado em outras ocasiões e nunca falou em perseguição”, afirmou.
Rozenha também ressaltou que a relação com o clube sempre foi positiva e que o Nacional foi amplamente atendido em suas demandas.
“A relação com o Nacional sempre foi das melhores, como com qualquer clube filiado. O Nacional apoiou nossa reeleição, teve todos os pedidos atendidos, recebeu apoio quando precisou da CBF, terminou a fase classificatória como líder da chave e está classificado diretamente para a semifinal. Contra fatos, não existem argumentos”.
O presidente da FAF finalizou questionando o real motivo da saída.
“Se ele desistiu de um projeto tão importante para a torcida azulina, que tenha a hombridade de dizer a verdade. Usar a Federação como argumento, não cola”.
