No Amazonas, o Hospital Delphina Rinaldi Abdel Aziz realizou um transplante duplo de rim e fígado, feito de forma inédita no estado. O procedimento, realizado em uma unidade da rede estadual, simboliza os avanços da alta complexidade no Sistema Único de Saúde (SUS) no Amazonas.
No dia 31 de dezembro de 2025, o paciente, contador Luiz Carlos, realizou um transplante duplo de fígado e rim no Hospital Delphina Rinaldi Abdel Aziz, procedimento que consolidou o Amazonas como o maior centro transplantador da Região Norte.
A história do paciente e os resultados alcançados pelo Governo do Amazonas na área de transplantes foram apresentados durante a abertura da Expo Saúde Amazonas: Tecnologia, Gestão e Resultados, realizada na segunda-feira (26/01), no Centro de Convenções Vasco Vasques, em Manaus.
Luiz Carlos destacou o sucesso do procedimento e agradeceu os investimentos do Governo do Amazonas na área da saúde, ressaltando que o transplante representou o recomeço de uma nova vida. “Foi uma cirurgia muito bem-sucedida. E eu tenho só a agradecer ao Governo do Amazonas por ter dedicado muitos investimentos na saúde. (…) É o sentimento de uma vida nova, porque é muito ruim você estar num estado de saúde, muito deprimido, que você não sabe se vai conseguir e se vai dar tempo”, agradeceu.

Durante a solenidade, o governador Wilson Lima destacou a implantação de serviços inéditos no estado, com ênfase nos transplantes e em procedimentos de alta complexidade que passaram a ser realizados no próprio Amazonas, evitando que pacientes precisem buscar tratamento em outras regiões do país.
Transplante e atendimentos
Desde a retomada dos transplantes na rede pública estadual, em junho de 2023, com os procedimentos renais, e em outubro de 2025, com os hepáticos, o Hospital Delphina Aziz já realizou 277 transplantes, sendo 267 de rins e 10 de fígado.
Inaugurado em 2014, inicialmente com atendimento exclusivo para urgência e emergência, o Hospital Delphina Aziz passou por uma ampla transformação a partir de 2019. O número de leitos passou de 35, em 2018, para os atuais 362, representando um crescimento de 908,6%, ampliando significativamente o acesso da população amazonense a serviços de alta complexidade pelo Sistema Único de Saúde (SUS).