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Projeto escolar mapeia fauna em parques e museus de Manaus com apoio do Ciência na Escola

Estudo desenvolvido por alunos do ensino médio analisou espécies animais em áreas verdes da capital e foi apresentado em eventos científicos nacionais

Escrito por Redação
14 de janeiro de 2026
Foto: Divulgação/Arquivo pessoal Diana Nunes de Oliveira

Um projeto de pesquisa desenvolvido por estudantes do ensino médio da Escola Estadual Márcio Nery, em Manaus, realizou o levantamento de animais presentes em parques e museus da capital amazonense, com foco na conscientização sobre a importância das áreas verdes para a conservação da biodiversidade urbana. A iniciativa contou com apoio do Governo do Amazonas, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), dentro do Programa Ciência na Escola.

Intitulado “Conhecer para conservar: a fauna brasileira nos Parques e Museus de Manaus”, o estudo foi amparado pelo edital nº 002/2024 do Programa Ciência na Escola (PCE) e coordenado pela doutoranda em Ciências do Ambiente e Sustentabilidade na Amazônia, Diana Nunes de Oliveira, que também é professora de Biologia da Secretaria de Estado de Educação e Desporto do Amazonas (Seduc-AM).

Durante o desenvolvimento do projeto, os alunos receberam orientações sobre biossegurança e sobre os procedimentos necessários para a coleta de dados, além de aprenderem técnicas de levantamento de informações, registro fotográfico e produção de vídeos relacionados às espécies observadas. Para a coordenadora, o apoio da Fapeam teve papel decisivo na formação científica dos estudantes. “O apoio da Fundação é fundamental para incentivar a formação intelectual, na categoria de iniciação científica júnior. O projeto foi importante para mostrar aos estudantes que eles são o futuro da nossa região e que a conservação da Amazônia também está nas mãos deles”, disse.

Levantamento em campo

As atividades de campo ocorreram no Bosque da Ciência e no Zoológico do Centro de Instrução de Guerra na Selva (Cigs), onde os estudantes realizaram o levantamento das espécies animais. Segundo a pesquisadora, a onça-pintada foi o animal que mais despertou a atenção dos alunos, principalmente pela beleza e exuberância. Durante o trabalho, os estudantes também identificaram equívocos comuns, como a ideia de que o peixe-boi seria um peixe, quando, na verdade, é um mamífero aquático.

“Essa situação é bem comum na educação básica e mostra a importância de conhecer as características principais de cada grupo dos animais vertebrados”, observou a professora.

A organização e a classificação das espécies foram feitas com base em anotações sobre as características dos animais e nas placas de identificação disponíveis nos locais visitados, o que contribuiu para o aprendizado sobre nomenclatura científica.

Ao longo do projeto, foi produzido um e-book com informações detalhadas, curiosidades e os nomes popular e científico de 30 espécies de animais vertebrados. A primeira versão do material é simplificada, mas há a intenção de publicá-lo futuramente por meio de uma editora.

“Com a produção do livro e a participação nesse projeto, os estudantes puderam perceber que as áreas verdes urbanas são espaços necessários para a conservação da vida animal”, explicou a coordenadora.
Divulgação dos resultados

Os resultados do estudo foram apresentados à comunidade escolar por meio de palestras e exposição de banners, com destaque para a importância da conservação da fauna em áreas urbanas e do papel das áreas verdes no equilíbrio dos ecossistemas.

A pesquisa também foi apresentada no 1º Congresso Nacional de Pesquisas da Amazônia, promovido pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), onde recebeu premiação e menção honrosa na categoria “Professores de Ensino Fundamental e Médio”. Além disso, os estudantes participaram do evento “PETTALKS: O colapso da Amazônia e as Mudanças Climáticas”, realizado na Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

Programa Ciência na Escola

O Programa Ciência na Escola é uma iniciativa da Fapeam voltada à participação de professores e estudantes do 5º ao 9º ano do ensino fundamental, da 1ª à 3ª série do ensino médio e de suas modalidades, como educação de jovens e adultos, educação escolar indígena, atendimento educacional específico e Projeto Avançar. As pesquisas devem ser desenvolvidas em escolas públicas estaduais do Amazonas e em escolas municipais de Manaus ou Tefé.

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