Após investigação no âmbito da Operação Barões do Filão, o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Herman Benjamin, negou o pedido de liminar apresentado por Gerson Vieira da Silva para revogação da prisão preventiva. A decisão está relacionada às apurações que investigam um esquema de garimpo ilegal e a exploração de trabalhadores em condições análogas à escravidão no Amazonas.
A ação resultou no resgate de 50 trabalhadores submetidos a condições análogas à escravidão em minas subterrâneas de garimpo ilegal no município de Maués, no interior do Amazonas. Segundo a Polícia Federal, a operação foi um desdobramento da Operação Mineração Obscura.

Busca e apreensão
A apreensão reforça a gravidade dos crimes investigados e o grau de organização do esquema criminoso. Durante as buscas, a Polícia Federal prendeu em flagrante um homem que estava em posse de um fuzil. Na operação, foram apreendidos:
- 5 armas de fogo, entre elas um fuzil, uma submetralhadora, um revólver e uma pistola
- 5 dispositivos eletrônicos
- R$ 12.500 em dinheiro
- 11 aparelhos celulares
- 2 barras de ouro
- 3 carregadores
- 463 munições
- 7 veículos
- 2 joias

De acordo com o Ministério Público, Gerson seria um dos principais articuladores da extração e comercialização ilícitas de ouro na região, atuando como proprietário e administrador de um garimpo clandestino.
Um habeas corpus solicitando a substituição da prisão preventiva por medidas cautelares foi apresentado sob a alegação de constrangimento ilegal e ausência de contemporaneidade dos fatos.
Além disso, a defesa também argumentou que a decisão judicial teria se baseado em depoimentos que não foram anexados aos autos e que teriam sido colhidos de forma unilateral por agentes de fiscalização ambiental.
Ao analisar o pedido, o ministro Herman Benjamin afirmou que não ficou demonstrada a existência de ilegalidade manifesta, tampouco qualquer situação de urgência que justificasse a concessão de liminar para revogar a prisão cautelar.
