Saúde

Amazonas registra mais de 5,4 mil casos de SRAG em 2025 e reforça alerta para vírus respiratórios

O boletim da FVS-RCP aponta alta circulação viral, maior impacto em crianças menores de 1 ano e destaca a importância das medidas de prevenção e da vacinação

Escrito por Redação
30 de dezembro de 2025
Foto: Divulgação/SES-AM

No Amazonas, entre 1º de janeiro e 27 de dezembro de 2025, foram registrados mais de 5.428 casos notificados de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Os dados foram divulgados pela Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP), vinculada à Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM), durante a divulgação do boletim epidemiológico sobre vírus respiratórios no estado, que aponta um cenário de alta circulação viral.

O boletim divulgado pela Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-RCP) está disponível no site oficial da instituição. Do total de casos notificados, 1.983 tiveram confirmação laboratorial para vírus respiratórios. No mesmo período, foram confirmados 75 óbitos associados a esses vírus. Entre eles: 

  • 30 óbitos por Covid-19
  • 27 óbitos por Influenza A
  • 10 óbitos por Rinovírus
  • 3 óbitos por Vírus Sincicial Respiratório (VSR)
  • 3 óbitos por Influenza B
  • 1 óbito por Adenovírus
  • 1 óbito por Parainfluenza

Nas últimas três semanas, entre 7 e 27 de dezembro, a faixa etária mais atingida foi a de menores de 1 ano, que concentrou 42% dos casos

Foto: Divulgação/Internet 

Em seguida aparecem as crianças de 1 a 4 anos, com 27%, e aquelas de 5 a 9 anos, com 7%. As demais faixas etárias apresentaram os seguintes percentuais:

  • Menores de 1 ano: 42%
  • 1 a 4 anos: 27%
  • 5 a 9 anos: 7%
  • 10 a 19 anos: 4%
  • 20 a 39 anos: 2%
  • 40 a 59 anos: 11%
  • 60 anos ou mais: 7%

Entre os vírus mais identificados em amostras encaminhadas ao Laboratório Central de Saúde Pública do Amazonas (Lacen-AM), da FVS-RCP, nas últimas três semanas, estão:

  •  Rinovírus (58,1%);
  •  Vírus Sincicial Respiratório (25,7%);
  • Adenovírus (15,6%); 
  • Influenza A (14,4%).

Prevenção Essencial

A diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, reforça que a adoção de medidas simples de prevenção é fundamental para reduzir o risco de síndromes respiratórias, especialmente em períodos de maior circulação de vírus.

Como hábitos básicos de higiene, aliados à proteção individual e à vacinação, contribuem diretamente para diminuir a transmissão e evitar complicações graves, principalmente entre os grupos mais vulneráveis.

Principais medidas de prevenção:

  • Higienizar as mãos com frequência.
  • Praticar a etiqueta respiratória, cobrindo boca e nariz ao tossir ou espirrar.

Utilizar máscara de proteção respiratória, especialmente para:

  • Pessoas com sintomas respiratórios;
  • Profissionais de saúde;
  • Pessoas que mantêm contato com indivíduos sintomáticos;
  • Grupos vulneráveis, como idosos, pessoas com comorbidades e imunossuprimidos.
  • Proteger crianças menores de seis meses, evitando a exposição a ambientes com maior risco de transmissão.

Manter a vacinação em dia

  • Vacinas contra a Covid-19 e Influenza para o público elegível;
  • Vacina contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), indicada para gestantes a partir da 28ª semana de gestação.

Matérias relacionadas