Amazonas

Corpo de Bombeiros do Amazonas forma nova turma de mergulhadores e amplia efetivo especializado

Estado passa a contar com 62 profissionais após conclusão de curso de mergulho autônomo, com crescimento de 169% no número de especialistas

Escrito por Redação
25 de dezembro de 2025
Foto: Paulo Bahia

Nesta terça-feira (23/12), o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM), concluiu a formação da quarta turma do Curso de Mergulho Autônomo da corporação, habilitando 22 novos especialistas para atuação em ocorrências submersas. Com a nova turma, somada aos 17 profissionais formados em dezembro de 2024, o estado passa a contar com 62 mergulhadores especializados.

A ampliação representa um crescimento de 169% no efetivo, que saiu de 23 mergulhadores, em dezembro de 2024, para o quantitativo atual. O curso marca a retomada da formação na área após mais de dez anos sem capacitações desse tipo no CBMAM.

De acordo com o comandante-geral do CBMAM, Coronel Orleilso Muniz, o avanço é resultado de investimentos do Governo do Amazonas, especialmente na aquisição de equipamentos modernos e adequados às condições dos rios da região.

“A formação é muito crítica. São quase dois meses de formação, onde nossos alunos são submetidos a condições extremas porque de fato os rios amazônicos são complexos, são rios de água barrenta, de água muito escura, e precisa de muita especialização para formar mergulhadores”, destacou o comandante.

Foto: Paulo Bahia

Com carga horária de 320 horas e duração de 40 dias, o curso foi realizado em Manaus e Presidente Figueiredo, utilizando estruturas das Forças Especiais do Exército Brasileiro, do Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS), do Departamento Aéreo da Secretaria de Segurança Pública (SSP), além de outras instalações externas.

A formação contou com 12 disciplinas, abordando temas como atendimento submerso em ações emergenciais, adaptação ao mergulho em apneia, intoxicação por gases, técnicas de salvamento aquático, atendimento a acidentes de mergulho e Procedimentos Operacionais Padrão (POPs) utilizados no Brasil.

Toda a capacitação seguiu a legislação brasileira para mergulho profissional e recreativo, além de normas internacionais. Durante o curso, os alunos passaram por avaliações semanais, sendo exigida nota mínima de 7,0 para permanência na formação. Aqueles que não atingiram o desempenho necessário foram desligados.

O aspirante Carlos Durans ressaltou o alto nível de exigência física e técnica do curso.

“É um curso que exige muito da saúde e do físico. São poucos militares que estão aptos e traz um conforto muito grande, no caso da busca de um corpo”, afirmou.

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