Após a prisão de um homem suspeito de aplicar golpes envolvendo falsos consórcios imobiliários em Manaus, realizada na quarta-feira (17), o Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Amazonas (CRECI-AM) alerta a população sobre os riscos de anúncios irregulares que prometem facilidades para a compra da casa própria.
O suspeito, de 26 anos, é investigado em mais de 100 boletins de ocorrência. De acordo com a Polícia Civil, ele anunciava imóveis na internet e prometia contemplação em até 30 dias, exigindo valores de entrada que variavam entre R$ 5 mil e R$ 10 mil. O prejuízo às vítimas pode chegar a R$ 100 mil.
Segundo o presidente do CRECI Amazonas, Paulo Carvalho, golpistas se aproveitam da falta de informação dos consumidores e da confusão entre consórcios e imobiliárias.
“Consórcio não é imobiliária. O Consórcio é regularizado pelo Banco Central. Já a imobiliária precisa ser credenciada pelo nosso Conselho para poder oferecer imóveis. Existem empresas de consórcios sérias, mas também há quadrilhas tentando transformar o sonho da casa própria em um pesadelo. Outra confusão é que no consórcio, você vai adquirir uma carta e um dia você será contemplado, não significa que vai adquirir o imóvel imediatamente”, alertou.
Paulo explica que anúncios com valores muito abaixo do mercado devem ser vistos com desconfiança, e é necessário cautela.
“Desconfie de valores fora da realidade. Uma forma segura de não cair em golpes é verificar se o corretor ou a imobiliária estão regulares perante o Conselho. Na hora de alugar, comprar ou vender um imóvel, procure sempre um corretor de imóveis credenciado e exija a carteira de regularidade”, conclui.
Somente os corretores habilitados podem intermediar negociações imobiliárias legalmente e garantir segurança jurídica ao cliente. A orientação é que qualquer suspeita de golpe seja denunciada aos órgãos competentes, conforme destaca a delegada Roberta Merly.

“A prática dele era sempre a mesma: anúncio de imóveis ou veículos na internet, com isso o cliente entrava em contato, ia até o escritório, ele prometia que aquele cliente seria contemplado num prazo de 30 dias. Ele obrigava o cliente a efetuar um pagamento, uma espécie de entrada. Mas em se tratando de consórcio, não tem como a pessoa prometer isso, porque no consórcio não há essa contemplação tão rápida. Fica a orientação: se o negócio é bom demais para ser verdade, desconfie”, disse a delegada.
Antes de fechar qualquer negociação imobiliária, é imprescindível verificar a regularidade do corretor e da empresa, desconfiar de promessas fáceis e buscar sempre profissionais credenciados.




