A primeira fase da reforma da Igreja de São Sebastião, no Centro Histórico de Manaus, foi entregue nesta sexta-feira (28/11) pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). A entrega marca o encerramento da etapa inicial das intervenções no templo centenário, considerado um dos principais marcos arquitetônicos da capital amazonense.
A cerimônia contou com a presença da superintendente do Iphan, Beatriz Calheiros, dos senadores Omar Aziz (PSD-AM) e Eduardo Braga (MDB-AM), do Cardeal do Amazonas, Dom Leonardo Steiner, além de representantes da Arquidiocese de Manaus e da equipe técnica responsável pelo projeto.

De acordo com a superintendente Beatriz Calheiros, a primeira fase recebeu investimento superior a R$ 2 milhões. As ações foram direcionadas à segurança estrutural, ao conforto dos frequentadores e à acessibilidade, sem comprometer o valor histórico do edifício. “É um conjunto de investimentos estratégicos indispensáveis para preservar a memória, fé, cultura e identidade de Manaus”, afirmou.
Entre os serviços executados estão:
- recuperação do revestimento;
- recuperação de esquadrias;
- impermeabilização e pintura da abside;
- substituição das coberturas;
- adequação dos banheiros;
- instalação de rampas;
- outras melhorias estruturais e funcionais.
A obra integra um pacote de restaurações em três templos centenários do Centro Histórico de Manaus:
- Nossa Senhora dos Remédios;
- Igreja da Matriz;
- Igreja de São Sebastião.

Próxima fase da reforma
A segunda etapa está prevista para 2026 e deverá abranger a recuperação completa do forro, da cobertura e da torre sineira. Segundo o Iphan, a continuidade dos trabalhos será viabilizada por uma nova emenda articulada pela Arquidiocese de Manaus, com recursos de parlamentares federais.
“A igreja permanecerá fechada até a execução da nova obra destinada à recuperação da cobertura e do restauro do forro e da torre sineira”, informou Calheiros.
Patrimônio histórico
Construída entre 1879 e 1888, a Igreja de São Sebastião é um dos símbolos do período áureo da borracha e da formação urbana de Manaus. Nos últimos anos, o templo registrou problemas estruturais, incluindo a queda de partes antigas da construção, o que reforçou a necessidade de intervenções emergenciais e de restauro.
