No feriado desta quinta-feira (20), Dia da Consciência Negra, educadores do Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus (Asprom Sindical) realizaram um protesto na Ponta Negra, zona Oeste da capital, contra a sanção do projeto de lei que institui a reforma da Previdência e altera regras de aposentadoria para servidores públicos municipais.
Segundo o coordenador da Asprom, Lambert Mello, a categoria permanece em greve por tempo indeterminado e afirma que não há mais possibilidade de diálogo com a gestão municipal após a aprovação do projeto.

Foto: Lucas Oliveira/Diário da Capital
“Projeto da morte”: crítica à reforma
Em pronunciamento durante o ato, Lambert Mello criticou a decisão do prefeito e destacou que a mobilização busca alertar a população sobre possíveis impactos da medida.
“Hoje amanhecemos com a triste notícia de que o prefeito sancionou o projeto da reforma da previdência, que nós chamamos de ‘projeto da morte’. Achamos ideal vir à Ponta Negra, onde vai acontecer a inauguração de uma roda gigante, para dizer à sociedade que não precisamos disso, precisamos de servidores valorizados. O que o prefeito fez, aprovando a reforma, é o caminho inverso. Isso desgraça a vida de 33 mil famílias, os servidores públicos. Estamos denunciando que esse prefeito, que já fez isso com os servidores municipais, quer ser governador, e não vamos permitir”, destacou o coordenador.

O coordenador também criticou a inauguração da nova atração turística na cidade, uma roda-gigante, que estaria prevista para acontecer nesta quinta-feira (20), chamando a obra de “ridícula” diante da situação vivida pelos servidores.
Próximos passos
O coordenador confirmou que não pretende retomar o diálogo com o Executivo municipal e que as próximas medidas serão tomadas na esfera judicial.
“Infelizmente, agora não há mais nada a ser conversado. O projeto já está sancionado. Agora, devemos ingressar com uma ação na Justiça arguindo a inconstitucionalidade da lei. O prefeito já mostrou seu autoritarismo, já mostrou que é um pequeno tirano, mas esse tirano não vai chegar ao governo do Estado porque nós não vamos permitir”, concluiu Lambert Mello.
Mobilização continua
A categoria afirma a continuidade da greve e promete novas manifestações nos próximos dias. A Asprom mantém o posicionamento de resistência e afirma que a reforma trará prejuízos significativos aos servidores municipais, além de reforçar que seguirá lutando para que a medida seja revertida na Justiça.
