Política

Vereador Gilmar Nascimento defende sessões híbridas na CMM e critica interpretações equivocadas 

Vereadores se manifestaram na manhã desta terça-feira (18/11), na Câmara Municipal de Manaus (CMM), sobre a proposta que permite a realização de sessões plenárias também nas modalidades híbrida ou virtual

Escrito por Redação
18 de novembro de 2025
Foto: Kataryne Dias/Diário da Capital

Durante a 103ª sessão plenária realizada nesta terça-feira (18/11), na Câmara Municipal de Manaus (CMM), o vereador Gilmar Nascimento (Avante) se pronunciou sobre a proposta da Mesa Diretora que altera o Regimento Interno da CMM, especificamente o Art. 2º, inciso IV, da Resolução nº 092/2015, para permitir a realização de sessões plenárias também nas modalidades híbrida ou virtual.

De acordo com o vereador, a adoção de sessões híbridas já é realidade em alguns estados, e surgiu como resposta a situações que exigiram adaptações no funcionamento dos legislativos. Ele ressaltou que, assim como ocorreu no mundo inteiro diante de emergências naturais, o modelo híbrido garante que os parlamentares possam se reunir e votar projetos urgentes quando necessário. 

Para o parlamentar, a falta desse formato pode até impedir a aprovação de matérias que demandem urgências e afirmou que a proposta tem sido interpretada de forma equivocada por parte da população, e que o formato remoto não significa que os vereadores irão se ausentar do plenário, já que a modalidade híbrida seria utilizada apenas em situações excepcionais e sempre com a autorização do próprio plenário. 

Segundo ele, a controvérsia surgiu no “calor das emoções”, com alegações distorcidas sobre o verdadeiro objetivo da mudança. “A gente não pode interpretar o espírito da lei com má-fé. ‘Ah, porque vai ter sessão remota e os vereadores vão ficar em casa.’ Não é isso. Se houver necessidade, se for imperativo e houver autorização do plenário, isso pode ser resolvido. Criaram situações no ‘fogo das paixões’, dizendo que os vereadores vão ficar em casa. Isso não existe”, disse Gilmar. 

Foto: Divulgação/CMM 

O vereador afirmou ainda que, ao longo de seus mandatos, nunca viu uma participação tão “maciça” da população como na atual legislatura, e que a proposta foi apresentada ao público de forma equivocada, fazendo com que muitas pessoas se manifestassem após ouvirem apenas um lado da discussão, sem compreender o verdadeiro objetivo da proposta. 

“A gente precisa entender que não é o presidente. Foi colocado para a população que os vereadores querem ficar em casa. Onde está escrito isso? Está na cabeça de alguém que pensa assim? Eu não penso assim! Nós só estamos colocando aqui um instrumento que já existe dentro das câmaras”, declarou o vereador.

Gilmar afirmou que não está no plenário para discutir o pensamento de outros parlamentares que se manifestaram sobre o tema, mas destacou que a alteração da proposta não anula as atividades presenciais e a medida seria aplicada apenas em situações excepcionais. Além disso, o vereador ressaltou que a iniciativa segue o modelo já adotado pelo Senado Federal, Câmara dos Deputados e legislativos de outros estados

Confira o posicionamento na íntegra:

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