A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) realizou nesta terça-feira (18/11) a Operação Consórcio de Papel, resultando na prisão de um homem e uma mulher suspeitos de integrarem um esquema criminoso de fraude. O grupo é acusado de aplicar golpes envolvendo a promessa de consórcios falsos contra inúmeras vítimas em Manaus.
De acordo com as investigações, os suspeitos se dedicavam a aliciar consumidores, prometendo crédito fácil para a compra de bens de alto valor, como veículos e imóveis.
O esquema criminoso foi descoberto após diversas vítimas comparecerem à Delegacia Especializada em Crimes contra o Consumidor (Decon), onde relataram os prejuízos financeiros sofridos. Segundo os depoimentos, a atratividade da oferta, caracterizada por condições financeiras supostamente vantajosas e facilidade de aquisição, era o fator que levava as vítimas a crerem na legitimidade das negociações.
A PC constatou que, para dar aparência de legalidade à fraude, o grupo estruturou e utilizou empresas “fantasmas”. Eles criavam e registravam pessoas jurídicas com nomes empresariais quase idênticos aos de uma administradora de consórcios verdadeira e legítima.

Além disso, os golpistas se apropriaram do nome e da logomarca oficial da empresa legítima para inserir nos contratos fraudulentos de aquisição de cotas, um artifício que elevou a percepção de credibilidade e facilitava a aplicação dos golpes contra os consumidores.
Duas pessoas foram presas em um escritório na zona Sul de Manaus. A operação também ocorreu em locais vinculados ao grupo criminoso em bairros das zonas Oeste e Leste da capital.
Os suspeitos vão responder pelos crimes de estelionato, crime contra as relações de consumo e associação criminosa.
Procurados
Conforme o delegado, outras duas pessoas seguem sendo procuradas: Jhonatan Cunha dos Santos Silva e Rebeca Ingrid da Silva Campos.

A PC-AM pede que informações sobre o paradeiro dos foragidos sejam repassadas pelos números (92) 99962-2731, da Decon; 197 ou (92) 3667-7575, da Polícia Civil; ou pelo 181, da Secretaria de Segurança Pública (SSP-AM).
“O sigilo da identidade do informante está garantido”, afirmou Guevara.
