O jogador uruguaio Diego Zabala relatou em uma entrevista, ao programa espanhol de rádio “Minuto 1”, que o Amazonas FC deve salários e que por isso optou em rescindir com o clube após entrar em acordo com o presidente da Onça, Weslley Couto. A entrevista foi divulgada e repercutida pela ESPN, detentora dos direitos de transmissão da Série B.
De acordo com Zabala, a situação financeira do clube começou a declinar no segundo semestre. “Foram quase cinco meses, e não só comigo, mas com vários jogadores do elenco — principalmente os estrangeiros. Alguns estavam com quatro meses atrasados, outros com três. Então chegamos a um acordo para encerrar o contrato. O segundo semestre também não foi bom na parte esportiva. Por isso, decidimos rescindir”, disse o ex-jogador da Onça na entrevista divulgada pela ESPN.

O Amazonas foi o primeiro clube brasileiro do jogador. Ele destacou ainda que fez um acordo com o presidente aurinegro quanto ao pagamento das pendências. “Vamos ver se ele vai cumprir, caso contrário tomarei as medidas legais”, pontuou.
Na entrevista, o líder de assistências do Amazonas da temporada explicou que teve pouca sequência no clube. “No segundo semestre, tive uma lesão, nasceu meu filho e acabei perdendo muitas partidas, porque começaram os jogos no meio da semana e não tive muita continuidade. O balanço esportivo não foi bom”, reconheceu.
Zabala também disparou: “O Amazonas é um clube muito desorganizado. Paga meio que individualmente, então não sei como está a situação do Léo Coelho (que chegou ao clube em agosto), mas pelo que sei, estavam atrasados com todos”, frisou. O zagueiro Léo Coelho chegou ao clube em meio a essa situação financeira relatada pelo jogador uruguaio.
O ex-jogador do Amazonas também destacou que teve mais liberdade para jogar como gosta com Guilherme Alvez, um dos quatro treinadores que passaram no time aurinegro este ano. “Durante o ano, tive quatro treinadores. Me dei melhor com um que jogava no esquema 5-4-1, atuando pela esquerda, mas com bastante liberdade. Não há tanta agressividade na marcação como no futebol argentino ou uruguaio. Muitos times procuram jogar, então não há partidas tão fechadas”, concluiu.
Através da assessoria do Amazonas, o clube informou que por enquanto não tem nenhum posicionamento oficial sobre as falas do jogador.
Colunista
Larissa Balieiro
Jornalista esportiva, apresentadora do Fora de Série AM, proprietária da @agenciaesportiva.lbame vencedora do Prêmio de Jornalista Esportiva mais admirada da região norte.
