Moradores do bairro Colônia Santo Antônio, na zona Norte de Manaus, vivem há mais de seis anos numa rotina de insegurança e abandono. De acordo com as denúncias, a comunidade enfrenta problemas de infraestrutura, desmoronamento de barrancos e a ausência de coleta de lixo, o que tem causado preocupação e revolta entre os moradores.
De acordo com as denúncias, o barranco localizado próximo a um igarapé na rua Lígia Pinto, antiga Cidade Nova 1, está cedendo e ameaça as famílias que vivem nas proximidades. Com o avanço das chuvas, o igarapé se torna mais profundo, aumentando o risco de desabamentos.
A moradora Maria Celli, de 67 anos, emocionou-se ao relatar as dificuldades enfrentadas, principalmente após a descoberta de um problema no joelho que dificulta a locomoção. “Senhor prefeito, independente de política, nós somos seres humanos. Eu estou doente de puxar água dentro de casa. Já não tenho mais idade para passar por isso”, desabafou. Ela também criticou a falta de limpeza no igarapé e a ausência de coleta de lixo. “Eu não jogo lixo no igarapé. Quando o caminhão não passa, eu levo meu lixo até o ponto de coleta. Só quero respeito e que façam o que é obrigação”, completou.

Promessas não cumpridas e sentimento de abandono
Os moradores afirmam que o poder público foi acionado e prometeu melhorias, mas até agora nada foi feito. Segundo a comunidade, a situação já dura dois mandatos consecutivos da atual gestão municipal, do prefeito David Almeida (Avante).
“Já estamos no segundo mandato do prefeito. São mais de cinco anos praticamente, e ele precisa cumprir a promessa que fez para essa comunidade carente, mas que paga IPTU e seus impostos direitinho”, disse o líder comunitário Reinaldo Pimentel.

Adhan Willes, também líder da comunidade, reforça o sentimento de descaso. “Ele prometeu um pequeno rip-rap de 60 metros para conter o barranco. Aqui moram cerca de 50 famílias e nada é feito. Sai verão, entra inverno, e tudo continua igual”.
Moradores cobram melhorias
Além da ameaça de desabamento, os moradores denunciam a falta de manutenção nos bueiros da área, que permanecem abertos. O problema é potenciado durante as chuvas na capital, pois sem o escoamento devido da água a área fica alagada. “É triste, porque a gente paga nossos impostos e tem que implorar para ter o mínimo. Não era para ser assim”, disse Reinaldo.
A comunidade aguarda uma ação imediata da gestão municipal antes que novas chuvas agravem ainda mais o risco para as famílias que vivem próximas ao igarapé. Sem a devida infraestrutura, a comunidade fica exposta à doenças, alagamentos e possíveis riscos de desabamento.
O Diário da Capital O Diário da Capital solicitou posicionamento da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf), da Prefeitura de Manaus, mas até o fechamento desta reportagem não obteve retorno. O espaço permanece aberto para manifestação.
