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Um raio cai duas vezes no mesmo lugar?

Para evitar o rebaixamento, o Amazonas FC precisa repetir o feito de 2023 e vencer quatro jogos em seguida. Será que dá pra repetir a dose? Uma vitória o time já tem

Escrito por Redação
6 de novembro de 2025
Foto: João Normando/AMFC

É possível que um raio caia duas vezes no mesmo lugar? A resposta para essa pergunta é: sim!

Os raios buscam sempre o caminho de menor resistência elétrica até o solo. Isso significa que lugares altos, pontiagudos e com boa condutividade — como torres, antenas, prédios, árvores isoladas e para-raios — são alvos frequentes. Mas e no futebol, acontece o mesmo?

Em 2023, o Amazonas protagonizou um dos episódios mais extraordinários do futebol brasileiro. Depois de perder os dois primeiros jogos do quadrangular decisivo da Série C — contra Botafogo-PB e Paysandu —, o time tinha pela frente apenas quatro partidas para tentar o acesso e fez o improvável. Demitiu o então técnico Rafael Lacerda, que havia feito uma campanha impecável na primeira fase da competição, recebendo críticas pesadas da imprensa e de boa parte da torcida pela decisão.

A Onça-Pintada contratou o técnico Luizinho Vieira para o posto. Naquele ano, Luizinho havia treinado dois times na mesma divisão: Ypiranga e Confiança. E, por essas coincidências do destino, havia vencido os mesmos adversários que o Amazonas teria pela frente — Volta Redonda, Paysandu e Botafogo-PB.

Em uma arrancada fulminante, a Onça atropelou os rivais e, mais do que isso, conquistou o acesso e bateu o Brusque na final do campeonato, tornando-se o primeiro time amazonense a levantar um título brasileiro na história.

Agora, corta para 2025. Outro ano, time diferente, mas o mesmo desafio pela frente: quatro jogos para definir o destino do clube na divisão.

Desta vez, em vez de trazer um técnico de fora para os últimos quatro jogos, o clube apostou na “prata da casa”: o técnico Aderbal Lana, primeiro treinador da Onça no início da temporada, que havia trocado de função após a eliminação na Copa do Brasil.

Lana permaneceu no Amazonas FC como coordenador técnico e continuou vivenciando toda a rotina do clube. Por isso, acabou sendo o escolhido para tentar salvar o ano.

No primeiro jogo, o técnico mais velho em atividade no Brasil conseguiu bater o Cuiabá por 2 a 0, no estádio Carlos Zamith. E, novamente, nessas coincidências do destino, o veterano derrotou justamente o técnico que fora contratado para substituí-lo: o jovem Eduardo Barros, ex-auxiliar de Fernando Diniz.

Ainda restam três jogos para saber se a “velha raposa”, como é conhecido no futebol amazonense, vai conseguir repetir o feito de Luizinho Vieira e salvar o time — desta vez, de um rebaixamento iminente.

O Amazonas FC ainda enfrenta o Botafogo de Ribeirão Preto, adversário direto na luta contra o rebaixamento, na próxima segunda-feira (10). Depois, a Onça-Pintada vai a Belém (PA) encarar o já rebaixado Paysandu, no dia 14, e encerra o campeonato diante do líder Coritiba, no dia 23 de novembro.

Será que, no futebol, o raio também cai duas vezes no mesmo lugar?

O Amazonas FC, que ficou apenas uma rodada fora da zona de rebaixamento na Série B de 2025, está tentando provar que sim.

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