A venda de ingressos para o Festival Folclórico de Parintins 2026, que estava prevista para começar nesta sexta-feira (7/11), foi suspensa pela Justiça após pedido do Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM), diante do aumento expressivo nos preços, que chegam a ultrapassar 200% em relação aos valores praticados este ano.
A decisão liminar, proferida no fim da tarde de quarta-feira (5/11), determina que a empresa Amazon Best Turismo e Eventos Ltda justifique, no prazo de cinco dias, os critérios econômicos e financeiros que motivaram os reajustes nos preços dos ingressos. Caso a determinação não seja cumprida, a empresa estará sujeita a uma multa diária de R$ 50 mil, limitada a 30 dias.

“O Ministério Público acabou de obter agora, após pedido de tutela de urgência, uma liminar na qual foi determinado que a empresa Amazon Best prestasse as devidas informações conforme consta na nossa peça inicial. Neste encontro com a empresa, ficou ajustado para que amanhã, às 10h, tenhamos outra reunião buscando, de alguma maneira, uma conciliação para que esse processo tenha o seu desfecho”, afirmou a promotora do MPAM, Sheyla Andrade, sobre uma reunião entre o órgão e a empresa citada.
Pedido do MPAM
A suspensão, proferida pela juíza Simone Laurent Arruda da Silva, atende um pedido das promotoras Sheyla Andrade dos Santos, da 81ª Promotoria de Defesa do Consumidor (Prodecon), e Marina Campos Maciel, da 3ª Promotoria de Justiça de Parintins. De acordo com as investigações do MPAM, uma tabela comparativa entre os anos de 2025 e 2026 revelou reajustes superiores a 200% em diversos setores.
O Festival de Parintins, classificado como o maior evento a céu aberto do mundo, reúne milhares de visitantes todos os anos para assistir à disputa entre os bois-bumbás Caprichoso e Garantido. Ainda não há nova data definida para o início das vendas dos ingressos da edição de 2026.
