Meio Ambiente

Municípios de Lábrea e Apuí lideram ranking de desmatamento, aponta Imazon

Juntos, os dois municípios do Amazonas perderam 277 km² de floresta nativa, o equivalente a cerca de 76 campos de futebol por dia, totalizando quase 30 mil ao longo de 12 meses

Escrito por Redação
1 de setembro de 2025
Foto: Divulgação

Um levantamento do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), com base nos dados do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), revelou que os municípios de Lábrea e Apuí, localizados ao Sul do Amazonas, lideraram o ranking de desmatamento na Amazônia entre agosto de 2024 e julho de 2025. Juntos, os dois municípios perderam 277 km² de floresta nativa, o equivalente a cerca de 76 campos de futebol por dia, totalizando quase 30 mil ao longo de 12 meses.

Segundo a pesquisadora do Imazon, Larissa Amorim, os números relacionados ao desmatamento nas localidades vinham apresentando redução entre 2022 e 2023. O estudo mais recente, no entanto, registrou um novo aumento.“Tivemos esse leve aumento agora, o que alerta para a urgência em combater a derrubada nessas áreas mais pressionadas”, afirmou. 

Além de Lábrea e Apuí, outros municípios do Brasil figuram entre os dez que mais desmataram no período:

Em Mato Grosso:

  • Colniza;
  • Marcelândia;
  • União do Sul, 

No Pará:

  • Uruará;
  • Portel;
  • Itaituba;
  • Pacajá. 

E no Acre:

  • Feijó.
Fonte: Imazon 

Degradação florestal dispara

Ainda conforme a pesquisa, houve um crescimento da degradação florestal. A área de floresta degradada quase quadruplicou no último ano, passando de 8.913 km², entre agosto de 2023 e julho de 2024 para 35.426 km² entre agosto de 2024 e julho de 2025. Esse tipo de dano, diferente do desmatamento, envolve a deterioração da vegetação por queimadas ou extração seletiva de madeira.

Segundo o Imazon, o salto se deve principalmente às grandes queimadas ocorridas nos meses de setembro e outubro de 2024. “A degradação florestal fragiliza a floresta, aumenta a emissão de carbono e deixa a Amazônia ainda mais vulnerável, ameaçando sua biodiversidade e as populações locais”, explica Manoela Athaíde, pesquisadora do instituto.

Estados concentram maior parte dos danos

Pará, Mato Grosso e Amazonas lideram tanto em desmatamento quanto em degradação. Juntos, esses três estados foram responsáveis por 76% de toda a área desmatada e por 87% da floresta degradada na Amazônia no período analisado.

Pará e Mato Grosso apresentaram aumento nas áreas desmatadas, com variações de 6% e 31%, respectivamente. O Tocantins também registrou crescimento no desmatamento, com alta de 8%.

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