Política

“Essas adegas perturbam”, diz vereador após aprovação de projeto para suspensão dos estabelecimentos

A discussão ocorreu na manhã desta quarta-feira (13/8), durante a 65ª sessão ordinária realizada na Câmara Municipal de Manaus (CMM)

Escrito por Kataryne Dias
13 de agosto de 2025
Dione Carvalho (Agir) / Foto: Divulgação / CMM

Na manhã desta quarta-feira (13/8), durante a 65ª sessão ordinária da Câmara Municipal de Manaus (CMM), foi aprovado o Projeto de Lei nº 9632/2025, proposto pelo vereador Dione Carvalho (Agir), que requer atuação e apoio do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU) em uma operação de combate ao tráfico e à exploração de menores em adegas localizadas na avenida Alphaville, zona Leste da capital.

O parlamentar solicitou a suspensão das atividades nos estabelecimentos após inúmeras denúncias de moradores da região, que relataram dificuldades para dormir e se locomover devido ao barulho e tumulto. 

“Essas adegas perturbam e desrespeitam as leis municipais e estaduais que regem o município e o estado”. Por esse motivo, tomamos essas medidas acompanhados dos órgãos de fiscalização, deixando claro que essas adegas obstruíram vias públicas e que, às sextas, sábados e domingos, ninguém conseguia passar por conta do tumulto de veículos”, afirmou Dione. 

Foto: Reprodução/Internet 

O vereador relatou que na região havia “rolezinhos” com motos empinadas, registros de mortes, consumo de drogas, prostituição infantil e outras irregularidades. Alegou ainda que uma juíza teria proibido a fiscalização nos estabelecimentos. 

“Uma determinada juíza, sem identificação, concedeu uma liminar para que a própria polícia proibisse os órgãos de controle de fiscalizar a região e uma adega específica. Vocês acreditam nisso? É inadmissível. Eles não podem legislar sobre a gente. Quem não deve, não teme, né?”, disse o parlamentar. 

Foto: Divulgação / Assessoria do Parlamentar 

Dione destacou que os órgãos de controle já se manifestaram sobre o ocorrido e que, como parlamentar, considera sua função fiscalizar. A medida solicitada restringe o funcionamento de 10 estabelecimentos. 

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