Eleições

Preso na ‘Maus Caminhos’, Mouhamad Moustafa declara voto em Omar Aziz

Médico apontado pelo MPF como líder do grupo investigado na Operação afirmou que votaria no ex-governador e disse sentir “saudade do governo Omar”

Escrito por Rosianne Couto
3 de outubro de 2026
Mouhamad Moustafa declarou preferência por Omar Aziz durante entrevista a jornalistas em Manaus - Foto (IA): Diário da Capital

O médico e empresário Mouhamad Moustafa, apontado pelo Ministério Público Federal (MPF) como líder do grupo investigado por desvios de recursos públicos da saúde na Operação Maus Caminhos, declarou que votaria em Omar Aziz (PSD) para o Governo do Amazonas. Questionado por jornalistas sobre a candidatura, Moustafa afirmou: “Eu votaria nele. Para mim, ele é o melhor candidato”.

Na entrevista, Moustafa relacionou a preferência à experiência que teve no setor de saúde durante a gestão de Omar. “No governo Melo eu já tinha saudade do governo Omar”, declarou.

Segundo ele, sua avaliação considera principalmente as políticas de saúde e a infraestrutura para atendimento e transporte de pacientes.

Questionado diretamente sobre corrupção, Moustafa respondeu: “Corrupção, se ele fez, não foi comigo” e acrescentou que eventuais acusações poderiam influenciar a decisão de outros eleitores, mas não mudariam sua própria escolha.

Em outro momento, ao ser perguntado se considerava Omar bom para o Amazonas ou para suas empresas, respondeu que entendia existir uma relação entre condições favoráveis aos prestadores de serviços e benefícios à população.

A manifestação chama atenção pelo histórico de Moustafa. A Operação Maus Caminhos foi deflagrada em setembro de 2016 para investigar desvios de recursos destinados à saúde pública do Amazonas. Segundo o MPF, o médico e empresário foi identificado como principal líder do grupo investigado na primeira fase.

A apuração posteriormente teve diversos desdobramentos e alcançou empresários e agentes públicos; em 2019, a Operação Vértex investigou pessoas físicas e jurídicas ligadas a um ex-governador que então exercia mandato de senador.

O MPF também registrou que Murad Aziz, irmão de Omar, foi alvo da Operação Cashback e de ações relacionadas a suposto tráfico de influência e organização criminosa.

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